Cidades
Filho de candidato � acusado de esmurrar mulheres
BLEINE OLIVEIRA A Polícia Civil registrou mais um caso de violência urbana em Maceió, envolvendo jovens de classe média alta. Duas jovens foram agredidas na manhã do último dia 8, na calçada do restaurante e boate Gouveia, na Pajuçara, por terem rejeitado o assédio do estudante Renê Wanderley, filho do cardiologista José Wanderley Neto. Revoltadas, as jovens denunciaram a agressão no 2º Distrito Policial, no bairro da Jatiúca. O caso foi registrado, mas as duas, que também são estudantes, desistiram de representar contra o agressor. Chovia quando algumas dezenas de jovens deixavam a boate, no início da manhã do domingo, 8. Como é natural, moças e rapazes riam e se abraçavam. O clima era de confraternização e tranqüilidade até que, de repente, ouviram-se os gritos da estudante Paula de Moraes, 22 anos, que, violentamente empurrada, caía na calçada. Ao mesmo tempo, sua colega Regina Célia, 23 anos, xingava com palavrões o rapaz que acabara de lhe esmurrar. Assustadas, algumas pessoas se afastam, enquanto dois amigos seguram e tentam afastar Renê Wanderley, que insiste em atingir as duas meninas. O episódio seria mais um dos tantos que ocorrem nas boates e casas de shows se não fosse a decisão de Paula e Regina de denunciar a agressão. Elas procuraram orientação no Centro de Referência e Proteção à Mulher, unidade do Instituto da Mulher mantida pela Secretaria de Defesa Social na Delegacia da Mulher, que as encaminhou ao 2º Distrito Policial. Lá, denunciaram a agressão e foram orientadas a voltar cerca de uma semana depois ? por causa da greve na Polícia Civil ? para oficializar a queixa.