Cidades
Fechamento de posto agrava problema
Em Bebedouro, os moradores enfrentam outro problema: a descentralização temporária do atendimento no posto de saúde do bairro, que está fechado desde o início da semana para reforma e ampliação. Segundo a diretora do posto, Mary Tenório, a reforma deve durar um mês. Para não deixar a população sem atendimento, o jeito foi distribuir os médicos por vários locais. ?A prefeitura tentou alugar uma casa enquanto o posto está sendo reformado, mas é difícil encontrar alguém que se interesse em alugar por apenas um mês?. Por dia, o PAM Bebedouro atende uma média de 600 pessoas em várias especialidades: pediatria, clínica médica, ginecologia e obstetrícia, pneumologia, dermatologia e cardiologia. A diretora do posto reconhece que houve uma falta de divulgação mais eficiente para esclarecer a população que o atendimento está mantido, mesmo com a reforma do posto. ?Montamos um ponto de apoio no Salão Paroquial da Igreja Santo Antônio, onde os usuários podem receber todas as informações sobre como está funcionando o atendimento médico?, diz. As consultas também estão sendo marcadas neste ponto de apoio. As especialidades clínica médica, pediatria e cardiologia estão sendo atendidas na Associação dos Moradores do Jardim do Horto (Amacop). No local estão sendo liberadas requisições para exames laboratoriais e na Associação Comunitária de Chã da Jaqueira estão sendo encaminhados os atendimentos de clínica médica, pediatria, pneumologia, dermatologia e pré-natal. Os idosos estão sendo atendidos no Abrigo Luiz de Marilac. Os pacientes das áreas de psiquiatria e psicologia estão sendo encaminhados para o Capes de Bebedouro. Algumas especialidades médicas, no entanto, só são encontradas no PAM Salgadinho, como é o caso de neurologia. Eliane Maria Rodrigues foi ontem de manhã ao Capes de Bebedouro tentar marcar uma consulta com um neurologista para o irmão, que sofre de crises de epilepsia. Ela conta que o irmão foi internado há alguns dias no minipronto-socorro de Chã da Jaqueira depois de várias crises epilépticas. ?Só que ele precisa se consultar com um neurologista para tomar medicamento controlado, mas para conseguir fazer um eletroencefalograma é difícil?. (FA)