Cidades
Banc�rios fazem piquete no Centro para negociar sal�rio
FÁTIMA ALMEIDA Os bancários das nove agências localizadas na Rua do Sol, no Centro de Maceió, cruzaram os braços ontem pela manhã, numa paralisação definida pela categoria como estratégia para forçar a negociação salarial. Nenhum banco abriu até o meio-dia. O movimento marcou a adesão dos bancários alagoanos ao Dia Nacional de Luta da categoria. Outras manifestações e paralisações ocorreram simultaneamente em importantes corredores bancários das demais capitais brasileiras. Durante todo o tempo que durou a paralisação, os bancários permaneceram em frente às agências, explicando os motivos do movimento, pedindo a compreensão da sociedade e orientando as pessoas a procurarem caixas eletrônicos ou outras agências. ?Nosso alvo não é a população, muito menos nossos clientes, e sim os banqueiros?, disse o diretor de administração do sindicato, Jairo França, funcionário do Banespa. Ele explicou que houve uma preocupação da categoria em avisar os clientes por meio de carro de som, faixas, panfletos e no boca a boca, e disse ainda que a categoria optou por não paralisar entre o final e o início do mês, quando a clientela recorre em maior volume aos serviços bancários, inclusive os aposentados e pensionistas, para receber os proventos. No entanto o fechamento das agências não deixou de causar transtornos e até alguns atritos. No Itaú, um cliente resolveu entrar de qualquer jeito, desafiando os manifestantes. Foi segurado por alguns grevistas e colocado para fora. No Banespa o arrendatário do estacionamento, Plínio Rocha, alegou prejuízos e reivindicou o direito de acesso dos veículos de seus clientes. Conseguiu, mas com a condição de que ninguém tivesse acesso à agência. Hoje o funcionamento é normal em todas as agências e não há nenhuma outra manifestação programada para os próximos dias. No dia 25 a categoria tem um encontro nacional, coordenado pela Confederação Nacional dos Bancários (CNB), para avaliar o andamento das negociações.