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Sindic�ncia sobre fraude na Sa�de chega na Sefaz

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FELIPE FARIAS A comissão de sindicância que apura o desvio de R$ 3,5 milhões na Secretaria de Saúde vai prorrogar as investigações. O grupo deveria encerrar os trabalhos hoje, quando deve decidir por quanto tempo mais deve promover as apurações. ?Num primeiro momento, achamos que vamos precisar de mais dez dias, mas podemos concluir que serão necessários mais dois ou três além disso. Vamos realizar uma reunião para decidir isso?, disse o presidente da comissão, o procurador Ary Sobrinho. O encontro para decidir de quanto tempo será a prorrogação está marcada para hoje. Segundo o presidente, a prerrogativa de decidir pela prorrogação é da própria comissão, que também define o prazo. Mesmo antes de decidir por quanto tempo será o adiamento, o grupo já marcou dois novos depoimentos. Foram convidados o secretário adjunto do Tesouro Estadual, Tomé Cavalcante, e a contadora Matilde Pereira, da Unidade de Emergência do Agreste, com sede em Arapiraca, para onde iria parte dos recursos que acabaram desviados. O secretário-adjunto do Tesouro foi convocado para explicar por que o rombo não foi registrado no Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem), banco de dados criado justamente para acompanhar a aplicação dos recursos públicos nessas duas esferas de governo. A declaração de Tomé Cavalcante foi dada à GAZETA esta semana. Segundo ele, o registro não foi feito porque os responsáveis pela transferência dos recursos teriam se utilizado de um artifício denominado de estorno, a anulação de uma operação por outra de igual valor, sem alteração do saldo final. Entretanto, especialistas em contabilidade e técnicos participantes da primeira formatação do próprio Siafem, ouvidos pela GAZETA, disseram considerar estranha essa justificativa. ?Qualquer operação tem de ficar registrada, sem exceção; até um estorno?, disse um deles. O presidente da comissão de sindicância da Secretaria de Saúde disse que os dois depoimentos podem trazer informações importantes para a apuração. Ary Sobrinho não quis, porém, adiantar em que sentido essas informações podem levar a investigação. Tomé Cavalcante e Matilde Pereira serão ouvidos na próxima segunda-feira. A reunião de hoje servirá para que a comissão decida o novo prazo para conclusão dos trabalhos e faça uma análise dos cinco depoimentos colhidos até agora. A comissão não deve convocar novamente o funcionário da agência Jaraguá da Caixa Econômica responsável pelas contas da Secretaria, Francisco de Holanda Padilha. Seu depoimento estava marcado para a última quinta-feira, mas ele enviou ofício à comissão alegando motivos de ordem pessoal para não comparecer. A comissão de sindicância é composta por funcionários do próprio órgão e entre as pessoas ouvidas estiveram os denunciantes, o secretário-adjunto Jorge Villas Boas e o diretor administrativo, Antônio Guedes. O ex-chefe da contabilidade, Eduardo Menezes, exonerado depois que o caso foi descoberto, não compareceu. Segundo sua defesa, como o resultado mais grave da investigação seria sua exoneração ? e a medida já havia sido tomada ? o comparecimento não faria sentido.

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