Cidades
Mais dois pitboys se reconhecem em v�deo
EDNELSON FEITOSA O delegado Dalmo Lima Lopes, que preside o inquérito sobre o espancamento praticado por um grupo de pitboys durante um show na Uau, em Jaraguá, informou, ontem, que Leandro Albuquerque Ferro, o ?Leleco?, e Paulo Henrique Gouveia se reconheceram no vídeo, mas se recusaram a dar explicações sobre as agressões contra o estudante Klébson Almeida. Eles chegaram para prestar depoimento na sede da Secretaria de Defesa Social, no Farol, por volta das 8h30, escoltados por policiais do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil, e entraram juntos para assistir ao vídeo que mostra quando um bando de lutadores de artes marciais, comandado por Charles Alexandre de França, o ?Charlão?, espanca o estudante. Confessaram que participaram da agressão, mas nada declararam oficialmente à polícia, recorrendo à prerrogativa constitucional de ficarem calados e somente falarem em juízo, ou seja, no interrogatório da Justiça. É uma estratégia do advogado Givan Lisboa, que assim ganha tempo para preparar a defesa dos acusados. ?Na Justiça, eles falam?, garantiu Lisboa. Segundo o delegado, a polícia finalmente esclareceu a dúvida sobre quem seria o quinto pitboy que aparece na fita agredindo Klébson. Trata-se de Paulo Henrique, um dos quatro indiciados e que, inclusive, já está recolhido ao Presídio Cirydião Durval, no Tabuleiro. Surgiu, porém, outro mistério: quem são os três rapazes, sem camisas, que se afastam do local da confusão quando o estudante cai desacordado. Na próxima semana, o delegado Dalmo Lopes vai pedir à imprensa que divulgue novamente as imagens para tentar identificar quem são os suspeitos. Ministério Público O Ministério Público decide, na próxima semana, se vai denunciar por crime de tentativa de homicídio os quatro pitboys acusados de espancar o estudante Klébson Almeida, durante um show na Uau, em Jaraguá. O promotor de Justiça Marcos Mousinho aguarda o encaminhamento dos interrogatórios de Charlão, Leleco e Thiago Lyra Santos, prestados à polícia esta semana. O advogado Givan Lisboa declarou que depende da denúncia do MP para impetrar um novo habeas-corpus preventivo em favor de Thiago, o único dos pitboys que permanece em liberdade. Ele informou que o outro, que beneficiaria também ?Charlão? e Leleco, foi engavetado pela Justiça. O advogado disse ter dado entrada no habeas-corpus antes da decretação da prisão preventiva e que a promotoria ?simplesmente esqueceu.? Givan Lisboa esclareceu que só vai pedir a revogação da prisão dos indiciados quando eles forem ouvidos pela Justiça. Por enquanto, Charlão, Leleco e Paulo Henrique ficam presos no Cirydião Durval. Quanto ao quarto acusado, o advogado assegurou que ele está em Maceió e será apresentado quando acabar o clima de tensão.