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MACEIÓ TEM O MAIOR PERCENTUAL DE MENINAS QUE ENGRAVIDARAM

A capital alagoana aparece também com a menor chance de uso de camisinha na última relação, segundo levantamento do IBGE

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Em grande parte dos casos a gravidez na adolescência pode levar à evasão escola
Em grande parte dos casos a gravidez na adolescência pode levar à evasão escola -

Maceió é a capital brasileira com o maior percentual de meninas do 9º ano que já engravidaram alguma vez e segue na frente entre as que não usam contraceptivo ou camisinha na relação sexual. Isso é o que aponta parte da pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação (MEC). Em grande parte dos casos a gravidez na adolescência pode levar à evasão escolar, a não realização do pré-natal, além de aborto em condições inseguras, assim como a mortalidade materna e o nascimento prematuro do bebê. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) - que apresenta resultados da análise da série histórica entre 2009 e 2019 – mostra que adolescentes nas capitais Maceió e Fortaleza apresentaram as menores chances de usarem algum método para evitar a gravidez (0,63 e 0,84, respectivamente). Por outro lado, os escolares em Porto Alegre (1,52) e Belo Horizonte (1,23) apresentaram as maiores chances. Vale ressaltar que a capital alagoana aparece também como a capital com a menor chance de uso de camisinha na última relação. Esses dois indicadores (uso de camisinha e uso de algum método para evitar gravidez) revelam comportamentos importantes relativos à saúde sexual e reprodutiva dos escolares e, nesse sentido, a análise das chances (probabilidade) pode constituir um relevante instrumento de orientação na promoção de políticas ou ações de prevenção. Em percentuais, cabe destacar ainda que, em 2019, Maceió apresentou o maior percentual de meninas do nono ano do ensino fundamental que já engravidaram alguma vez (17,3%). Este grupo concentra 90,0% dos escolares com idade de 13 a 15 anos. “Esses dois indicadores (uso de camisinha e uso de algum método para evitar gravidez) revelam comportamentos importantes relativos à saúde sexual e reprodutiva dos escolares e, nesse sentido, a análise das chances (probabilidade) pode constituir um relevante instrumento de orientação na promoção de políticas ou ações de prevenção”, informa levantamento do IBGE.

Em 2009, 27,9% dos escolares do 9o ano nos municípios das capitais já tinham tido relações sexuais; enquanto, em 2019, este percentual foi de 28,5%. “Ao longo de toda a série os meninos têm apresentado uma maior taxa de iniciação sexual comparativamente às meninas; contudo, vale ressaltar que a taxa de iniciação sexual das meninas entre 2009 e 2019 aumentou de 16,9% para 22,6%, o que representou uma variação de 33,7% no período”, cita a pesquisa. Em 2009, 27,9% dos escolares do 9o ano nos municípios das capitais já tinham tido relações sexuais; enquanto, em 2019, este percentual foi de 28,5%. “Ao longo de toda a série os meninos têm apresentado uma maior taxa de iniciação sexual comparativamente às meninas; contudo, vale ressaltar que a taxa de iniciação sexual das meninas entre 2009 e 2019 aumentou de 16,9% para 22,6%, o que representou uma variação de 33,7% no período”, cita a pesquisa.

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