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“Amor bandido” leva mulheres � pris�o

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BLEINE OLIVEIRA É compreensível que alguém se submeta a passar 18 anos e seis meses na cadeia para proteger um namorado? Como explicar que uma jovem esqueça de si e da família para garantir a liberdade do homem por quem está apaixonada? São perguntas difíceis de responder até mesmo por quem viveu uma história de amor que acabou na prisão. É o caso, por exemplo, da jovem Andréa Maria de Andrade, condenada à 18 anos e seis meses de prisão. Aos 19 anos, ela se envolveu num romance que mudou sua vida. A história de Andréa e outras semelhantes são o que popularmente se define como ?amor bandido?. A paixão (segundo o dicionário Aurélio, ?sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão?) pela pessoa errada pode levar quem ama à delinqüência. Condenada como mandante de um assassinato, Andréa está no presídio Santa Luzia há dois anos, mas espera sair antes do que a pena estabelece. ?Tem seis erros no meu processo. Meu advogado está agindo e posso sair antes dos 16 anos e seis meses?, afirma ela, com a expressão tranqüila de quem espera alcançar um objetivo. Embora admita que de alguma forma teve participação na história que resultou no assassinato de um ex-namorado, R., de 33 anos, Andréa garante que não mandou matar essa pessoa. ?Assumi o crime por amor?, declara a jovem, que hoje tem 23 anos e muito tempo para pensar no que fez ao decidir proteger o adolescente S., de 16 anos, por quem estava apaixonada. Hoje Andréa admite que o romance com S. destruiu sua vida. Mas quando tudo aconteceu ela só pensava em livrá-lo da cadeia. ?Acreditei que assumindo ficaria livre em pouco tempo e poderíamos viver juntos, como era meu desejo?, revela a jovem, que antes desse namoro foi casada por três anos com um empresário italiano, chegando a morar no país dele por um ano. Andréa admite que não soube perceber a diferença entre uma relação confortável, mas sem o ardor da paixão (o italiano com quem se casara aos 16 anos tinha 54 anos) e a vida arriscada com um adolescente usuário de droga, a quem devotava amor ardente.

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