Cidades
Promotor contesta laudo de criminal�stica
EDNELSON FEITOSA O promotor Marcos Mousinho contestou o resultado negativo do negativo feito pelo Instituto de Criminalística (IC) em 26 armas apreendidas com policiais civis e nas cápsulas retiradas do corpo do eletricista José Joaquim. Para ele, o resultado não muda sua determinação de esclarecer o assassinato de Joaquim e levar os culpados a julgamento. ?Para mim, a perícia era desnecessária, pois não sou ingênuo de imaginar que os matadores do eletricista usaram armas legais para cometer o crime?, declarou. Apesar de ter um posicionamento contrário à realização da perícia, ele alegou que outras 25 armas de policiais suspeitos, recentemente apreendidas pelo delegado Cícero Lima, serão encaminhadas ao IC para exames no comparador balístico, um trabalho semelhante ao que foi concluído na semana passada. Conclusivo O diretor do Centro de Perícias Forenses, Ailton Villanova, afirmou que o resultado do exame balístico é conclusivo e foi realizado num equipamento (microscópio comparador balístico) de última geração. Foram 26 armas apreendidas por determinação do delegado Arnaldo Soares de Carvalho. Armas e projéteis foram examinados e, para a perícia, é um caso encerrado. Segundo o laudo, não saíram de nenhuma das armas que estão com a Justiça as balas que mataram o eletricista. No entanto, Villanova alertou que ?o juiz Daniel Accioly pode requerer, se quiser. Pode se manifestar irresignado com o resultado e pedir nova perícia. A gente respeita e entende a posição dele, porque é um caso polêmico que exige apuração rigorosa. É um caso que não pode ficar impune. Inclusive, o juiz tem colaborado muito com a perícia?, disse. Segundo o diretor, as 26 armas foram entregues ao diretor do Departamento Metropolitano de Polícia (Demp), Alcides Andrade, que deve aguardar o posicionamento da Justiça. Os projéteis ficaram sob a guarda do Instituto de Criminalística.