Cidades
Resultado da sindic�ncia de fraude na Sesau sai na segunda
FÁBIA ASSUMPÇÃO A Comissão de Sindicância que apura o esquema de desvios de R$ 3,5 milhões das contas da Secretaria Executiva da Saúde (Sesau) pretende concluir, na segunda-feira (30), o relatório das investigações sobre o caso. Ontem de manhã, foram ouvidos pela comissão a contadora da Unidade do Agreste, Matilde Ferreira, e o secretário-adjunto do Tesouro Estadual, Tomé Cavalcante. Depois de quase uma hora de depoimento, Matilde Ferreira saiu da Sesau sem conversar com a imprensa. Ela foi convocada a prestar depoimento pela comissão, já que a Unidade do Agreste foi uma das que receberia parte dos recursos que foram desviados. O depoimento mais esperado, no entanto, era do secretário-adjunto estadual Tomé Cavalcante, que já foi da diretoria financeira da Secretaria de Saúde no governo Manoel Gomes de Barros. Tomé também não quis dar entrevista à imprensa, explicando que foi apenas prestar ?esclarecimentos técnicos?. Uma das respostas que a comissão buscava com Tomé era o porquê do rombo na secretaria não ter sido registrado pelo Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem). Em declaração dada à GAZETA DE ALAGOAS, antes de ser convocado pela comissão, Tomé afirmara que o registro das saídas irregulares da Saúde não foram registradas no Siafem, porque os responsáveis pela transferência dos recursos teriam se utilizado de um artifício denominado estorno, ou seja, a anulação de uma operação por outra de igual valor, sem alteração do saldo final. Entretanto, especialistas em contabilidade e técnicos do próprio Siafem, também ouvidos pela GAZETA, disseram considerar estranha essa justificativa, uma vez que qualquer operação tem de ficar registrada, sem exceção, até um estorno. Das 13 pessoas convocadas para prestar depoimento à comissão, três não se apresentaram: os representantes da empresa J. J. Santos e Compet ? apontadas como beneficiárias do esquema ? e o gerente de contas estaduais da Caixa Econômica Federal, Francisco Hollanda Padilha. O presidente da Comissão, Ary José Sobrinho, disse que o gerente da Caixa não será reconvocado. ?Ele nos encaminhou um ofício, justificando o motivo de não comparecer à comissão?. Padilha foi convocado porque dos 80 ofícios utilizados para fraudar as contas da saúde, 26 foram de transferências para contas da Caixa Econômica Federal. Ary Sobrinho informou que a comissão já começou a elaborar o relatório final, que será entregue ao secretário Álvaro Machado.