Cidades
Policial reincidente em crime volta a ser preso por seq�estro e tr�fico
GILVAN FERREIRA O policial militar Edgelson Ribeiro Guimarães, 36, foi preso em flagrante, no último sábado, na Chã de Jaqueira, acusado de roubo, seqüestro, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Edgelson Guimarães, lotado no Batalhão de Guardas, foi preso por uma equipe do Copom, depois de ter sido denunciado pelo comerciante José Cícero Porfírio da Silva, 18 anos, por roubo e seqüestro. Em poder da PM, os policiais encontraram dois revólveres 38, doze munições e cerca de 200 gramas de maconha, que estavam dentro do veículo Fiesta, placa MUC 7191, locado pelo PM há nove dias. O comando da Polícia Militar informou que Edgelson Gui-marães havia sido expulso da PM em 1994, por envolvimento em roubo. Mas, por decisão judicial, retornou à corporação em 2002. Na denúncia, o comerciante José Porfírio contou que o PM Edgelson chegou em seu bar, na Chã da Jaqueira, acompanhado de quatro homens, todos armados com pistolas e revólveres. Os quatro homens teriam mandado Porfírio e os clientes do bar se deitarem. Levaram grades de cerveja, dinheiro e um aparelho de som. Porfírio contou que, sob ameaça de armas, foi levado de seu bar e colocado dentro de um carro ? que não soube identificar ? junto com José Ricardo Teixeira da Silva, 19 anos. Porfírio contou, na Delegacia de Plantão, que conseguiu fugir de dentro do carro, com José Ricardo, no momento em que descia em uma grota da região. ?Saímos correndo em um momento de bobeira dele [Edegelson] e corremos até encontrarmos uma guarnição do Copom. Os policiais pediram para a gente voltar ao local para mostrar os homens que tinham nos seqüestrado. No caminho, a gente viu esse rapaz [Edgelson]. Os policiais foram até ele e deram voz de prisão. Eles diziam que iam quebrar um pessoal [traficantes]. Tenho certeza que se a gente não foge, ia morrer também?, revelou Porfírio. Depois de ter sido autuado em flagrante, no CIAPC, o PM Edgelson foi levado para o presídio militar no Trapiche da Barra, onde vai aguardar o resultado do IPM instaurado para apurar as denúncias de roubo, seqüestro, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Edgelson disse que era inocente e acusou o comerciante José Porfírio e o adolescente José Ricardo de envolvimento com tráfico de drogas.