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V�tima contou o caso � av� materna

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O então major médico da Polícia Militar Eduardo José Botelho Trigueiros, 42 anos, foi condenado a sete anos de prisão por atentado violento ao pudor contra sua enteada, uma menina de dez anos. A sentença foi pro-ferida pelo juiz Hélder Loureiro, da 3a Vara Criminal de Compe-tência Não-Privada, e publicada no Diário Oficial do Estado, edi-ção do dia 14 de janeiro deste ano. O processo teve início em 1999, quando a mãe da menor apresentou queixa-crime contra o militar. Ela pretendia se casar com o então capitão da PM. Na época, o juiz recomendou a expulsão do oficial da Polícia Militar, com base no Código Penal Brasileiro. Ao contrário do que o magistrado recomendou, durante o processo o então capitão foi promovido a major. De acordo com a sentença, o então capitão Trigueiros teria ?ensinado? à menina aulas de sexo ?para se defender da violência do mundo?. Segundo o processo, a menina era obrigada a fazer atos libidinosos com o padrasto. Ainda segundo os autos, a mãe não desconfiou da relação entre os dois porque a menina era obrigada a manter segredo, sob pena de acabar a relação entre ele, Trigueiros e a mãe da menina. Com o tempo, porém, a criança contou o caso à avó materna e passou por tratamento psicológico. No tratamento, a menina tinha dificuldade de lembrar o que aconteceu entre ela e o padrasto. As sessões com a psicóloga contratada pela Justiça revelaram a mudança comportamental da garota: dificuldade de se expressar e olhar carregando imenso vazio. A sentença foi publicada duas vezes e, em ambas, revela detalhes do caso. A relação da menina com o padrasto teve duração de um mês, segundo a sentença: de janeiro a fevereiro de 1999. Os atos libidinosos eram mantidos quando a mãe da menina estava fora de casa.

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