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PF suspende investiga��o sobre rombo na Sa�de

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FELIPE FARIAS As investigações da Polícia Federal sobre o desvio de recursos da Secretaria da Saúde, estimado em R$ 3,5 milhões, estão suspensas porque o inquérito encontra-se com a Justiça Federal. Como acabou na semana passada o prazo legal para conclusão dos trabalhos, o delegado de Polícia Federal responsável pelo caso, Arivaldo Menezes Marques, teve de remetê-lo à Justiça Federal. Ele confirmou, entretanto, que anexou azo processo um pedido de prorrogação do prazo. O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Rogério Cota, negou que haja determinação do Ministério da Justiça para que ninguém na PF se pronuncie sobre o caso. ?Nossa preocupação é apenas não divulgar informações que possam ser usadas posteriormente pelas pessoas que são objeto de investigação como argumento para entrar com uma ação de indenização. Além disso, não podemos fazer ilações sobre o inquérito?, justificou. O superintendente confirmou que tem visto ?críticas à postura? de Marques, mas reafirmou que ele está ?bem fundamentado? nessa atitude. O delegado Arivaldo Marques disse não poder definir com precisão quanto tempo o inquérito deve passar em poder da Justiça Federal, para onde foi remetido na semana passada, no fim do prazo para conclusão dos trabalhos. A lei garante, contudo, o direito à prorrogação. ?Encaminhamos ao fórum, mas até a vara que deve recebê-lo só será definida mediante sorteio?, explicou o delegado. Ministério Público Além disso, segundo o delegado, o juiz federal que receber o inquérito ainda deverá repassá-lo ao Ministério Público Federal ? no caso, à Procuradoria da República em Alagoas ? como manda a lei. ?Todo esse processo é demorado. Não podemos estabelecer quando teremos o inquérito de volta?, acrescentou, confirmando que pediu novo prazo para mais diligências sobre o caso. Entretanto, segundo Arivaldo Marques, todas as apurações relacionadas ao desvio na Saúde se encontram paradas. O superintendente da PF em Alagoas, Rogério Cota, justificou a postura do delegado Arivaldo Marques, alegando que o inquérito policial deve transcorrer em sigilo. ?É claro que existem casos que devem ter mais prioridade. Não se pode comparar o furto de uma balança da Ufal ao desvio de milhões de reais. Tenho visto críticas à postura do delegado Arivaldo Marques, mas quero reiterar que ele está bem fundamentado nessa posição, além de ser muito experiente e competente?, justificou.

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