Cidades
Medicamentos voltam, mas a conta-gotas
FÁBIA ASSUMPÇÃO O abastecimento de medicamentos nas farmácias do 1º e 2º Centros de Saúde, nos bairros de Ponta Grossa e Poço, está sendo normalizado a conta-gotas, com pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda reclamando da falta de alguns remédios. No 2º Centro de Saúde, na Praça da Maravilha, as prateleiras da farmácia já não se apresentam tão vazias como na semana passada, conforme constatou a GAZETA DE ALAGOAS. Ontem, alguns pacientes ainda voltavam de mãos vazias para a casa. Foi o que aconteceu com a dona de casa Edileuza Gomes, que foi em busca de amoxilina e um creme para tratamento ginecológico. ?Faz uma semana que estou atrás desses medicamentos, já percorri vários postos e até agora não consegui nada?, lamentava-se Edileuza. Ela pretendia fazer uma última tentativa na farmácia do PAM Salgadinho, a menos de cinco quilômetros do 1º Centro de Saúde. Com um filho portador de doenças mentais, Edileuza afirmou que não tinha condições de comprar os medicamentos numa farmácia comercial. ?Uma caixa desse comprimido (amoxicilina) custa cerca de R$ 20,00 e eu não tenho como comprar?. No 1º Centro de Saúde, os medicamentos também começaram a chegar, mas ainda em quantidade insuficiente para atender a demanda. Valdice Amorim Pereira foi a farmácia do posto em busca de medicamentos para o marido que tem problemas no estômago. Mas teve que voltar sem eles. Segundo Silvestre Antônio da Silva, outro paciente do SUS, a falta de medicamentos é um problema em todos os postos de saúde. ?Já estive oito vezes atrás de medicamentos nos postos e nunca encontro nada?, reclamava.