app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5718
Cidades

Coordenador regional do Incra n�o aceita inger�ncia do MST

O coordenador do Incra na região nordeste, Eduardo Freire, disse não aceitar quaisquer ingerências do Movimento dos Sem Terra (MST), em decisões relativas à direção do órgão em Alagoas. O movimento quer o afastamento do atual superintendente no Estado, Jo

Por | Edição do dia 18/04/2002 - Matéria atualizada em 18/04/2002 às 00h00

O coordenador do Incra na região nordeste, Eduardo Freire, disse não aceitar quaisquer ingerências do Movimento dos Sem Terra (MST), em decisões relativas à direção do órgão em Alagoas. O movimento quer o afastamento do atual superintendente no Estado, José Quixabeira Neto. “A interferência do MST na direção do Incra é inaceitável, não admitimos essa ingerência”, disse Eduardo Freire, por telefone, enfatizando que o Incra não decide sobre a política de coordenação do movimento e não admite se pautar por decisões desse tipo. Sobre o problema dos saques que estão sendo feitos por integrantes do MST em Alagoas, Eduardo Freire ressaltou tratar-se de uma questão de polícia e Justiça, fora do âmbito de competências do Incra. Na sua opinião, é uma ilegalidade que deve ser punida. Ele lembrou, ainda, que as ações do momento são atos políticos que estão ocorrendo em todo o País, estando mais acirrados em Alagoas. Segundo as suas informações, as lideranças do MST apresentaram a mesma pauta de reivindicações já entregues, na última reunião, ao governo do Estado, no fim de março. “Nosso plano de desapropriação de terras está seguindo e foi definido um balanço dos trabalhos para o fim de maio”, afirmou Eduardo Freire, ao lembrar que o movimento não tem fôlego para esperar novas notícias relativas aos seus interesses. O coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em Alagoas, Carlos Lima, explicou que os movimentos desejam uma intervenção no Incra. “Não basta a exoneração do Quixabeira, tem que modificar toda comissão, que é um grupo comprometido com os fazendeiros e não com a reforma agrária, como deveria ser”, declarou.

Mais matérias
desta edição