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Sindic�ncia ainda n�o recebeu of�cio do Banco do Brasil sobre fraude na Sa�de

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A Comissão de Sindicância que apura o esquema de desvio de R$ 3,5 milhões na Secretaria Executiva de Saúde espera que o Banco do Brasil (BB) encaminhe esta semana os ofícios usados para transferências irregulares das contas da Sesau. Até ontem pela manhã, a comissão só tinha em mãos dois dos 80 ofícios usados na fraude. O presidente da comissão, Ary José Sobrinho, acredita que o banco deve estar aguardando a conclusão de sua auditoria interna para encaminhar os documentos solicitados. Ary Sobrinho explicou que a Comissão de Sindicância tem até o dia 10 para entregar o relatório das investigações ao secretário Álvaro Machado. Ele prefere não estabelecer a data para a entrega do documento, mas acredita que dentro de mais três ou quatro dias estará pronto. O relatório da comissão também será encaminhado à Polícia Federal (PF), que abriu inquérito para apurar as denúncias de desvios de recursos de cinco contas da saúde. Ary Sobrinho adiantou que a possibilidade de convocar mais pessoas para prestar depoimento é quase remota. ?Só se houver algum fato novo que nos leve à necessidade de convocar mais alguém?, salientou. Investigação A comissão começou os trabalhos de investigação do esquema de desvios de recursos da saúde no dia 20 de julho. Ao todo, foram convocadas 13 pessoas para prestar depoimento, mas três faltaram: o ex-chefe da Seção de Contabilidade da Sesau, Eduardo Menezes ? apontado como o principal suspeito de comandar o esquema; os representantes da Compet e J.J. Santos, duas das empresas beneficiadas pelas transferências irregulares de recursos da saúde. As movimentações irregulares nas contas da Secretaria de Saúde foram denunciadas pelo próprio secretário Álvaro Machado, durante uma entrevista coletiva. Ele encaminhou ofício à Secretaria de Defesa Social (SDS)e à Polícia Federal informando sobre a fraude. Como se tratava de recursos federais, a Polícia Federal ficou encarregada de instaurar o inquérito para apurar o caso, que corre em segredo de justiça.

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