Cidades
Funcion�ria de banca j� sofreu quatro assaltos na Ponta Verde
Telma Silva dos Santos, funcionária da banca Sete Coqueiros, é uma espécie de ?tira folga? dos demais empregados, não tendo um horário fixo de trabalho. Ela foi assaltada quatro das oito vezes que o estabelecimento foi atacado por marginais. Considera-se a mais ?escolada?, conhecendo as manhas dos bandidos. ?Eles chegam aqui de cara limpa, mas antes estudam o ambiente. Vêm sempre que não tem cliente, porém se alguém chegar, será assaltado também?, revelou. Segundo as vítimas, os assaltantes costumam andar em bicicletas, normalmente em duplas. Tem bandos que usam mulheres que ficam conversando com os funcionários, ou mesmo o proprietário, para atrair a atenção. Em seguida, eles entram de arma em punho e levam tudo. Há aqueles que já entram direto, gritando que querem dinheiro, cigarros, celulares. Não aceitam nenhum tipo de reação. Quem reagir, pode morrer. Empregado da banca Massayó, Adriano Kimmane, também passou pela experiência de ser assaltado. Por pouco não morreu no último assalto. Eles pegaram tudo que queriam e, depois, como eu reagi, eles me agrediram?, declarou. Segundo Adriano, os prejuízos são sempre superiores a R$ 400,00, pois os ladrões roubam de tudo. Além do dinheiro, o segundo objetivo dos bandidos são os cartões telefônicos, porque é um produto de fácil comércio. Os bandidos não têm horário para agir. Já houve assalto pela manhã, quando era grande o número de clientes. No entanto, à tarde, há uma incidência maior. Segundo Adriano, todo mundo que trabalha em bancas de jornais está com medo e pede providências da polícia para acabar com os assaltos. (EF)