Cidades
Jornaleiros denunciam onda de assalto a bancas
EDNELSON FEITOSA Os donos de bancas de jornais estão assustados com a onda de assaltos, principalmente na orla marítima, onde ocorreram 28 ataques de ladrões, nos últimos 12 meses. Segundo o presidente do Sindicato dos Jornaleiros de Alagoas, Antônio Thomaz da Silva, o problema tomou proporções tão insuportáveis, que alguns comerciantes abandonaram o negócio com medo dos bandidos. ?Tem banca que já foi assaltada oito vezes?, revelou. Na orla de Maceió, existem 17 pontos de venda de jornais e revistas e somente três não foram assaltados, este ano. No entanto, adverte o representante dos jornaleiros, os assaltos acontecem em outros bairros. Por exemplo, a última banca assaltada fica na Praça Santa Teresa, em Ponta Grossa. Antônio Thomaz alertou, porém, que as bancas da praia se tornaram alvo principal dos assaltantes. ?A banca Sete Coqueiros foi assaltada oito vezes. A Verde Mar, seis vezes. As bancas Alto Mar, do Sol e Ganga Zumba foram quatro vezes, sendo que, nesta última, os bandidos atiraram e ameaçaram matar um filho do proprietário, Fernando Rocha?, declarou. Desânimo O presidente do Sindicato dos Jornaleiros de Alagoas revelou que o desânimo tomou conta dos comerciantes a tal ponto que as bancas da Praça da Faculdade e a Viçosa, localizada próxima ao elevado do Cepa, no Farol, foram fechadas. ?Tornou-se um negócio ameaçado, porque o lucro está sendo levado pelos delinqüentes?, ponderou Antônio. Ele advertiu que prestar queixa não vem dando resultado. ?A polícia faz o Boletim de Ocorrência (BO) e parece esquecer o que houve?, retrucou, afirmando que o prejuízo não é pouco, para quem tem uma margem de lucro pequena. Foi no encontro com a direção da GAZETA DE ALAGOAS que Antônio diz ter conseguido apoio e motivação para enfrentar o problema. Graças a esse apoio, segundo eles, ontem pela manhã representantes dos jornaleiros foram recebidos pelo secretário de Defesa Social Robervaldo Davino. O grupo foi convidado pelo secretário a participar de uma reunião com os policiais Operação Policial Litorânea (Oplit) e da Polícia Militar (PM) para debater o problema. ?Nós estávamos sem ânimo por falta de apoio. A participação da GAZETA foi decisiva para que chegássemos ao secretário e recebêssemos a promessa de que, de imediato, a polícia fará um policiamento ostensivo nos locais críticos, bem como foi marcado um novo encontro para o próximo dia 20 de setembro quando alternativas serão estudadas em conjunto?, disse Antônio Thomaz.