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V�timas da chuva ainda esperam verba federal

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FÁTIMA ALMEIDA A situação das famílias que foram vítimas da catástrofe da chuva continua a mesma ? três meses depois do trágico aguaceiro de 1o de junho, que provocou a morte de 30 pessoas, desabamento de barreiras, desmoronamento de casas, e que deixou mais de três mil pessoas desabrigadas e desalojadas. Muita gente retornou para os casebres em áreas de risco, prestes a desabar, e outros continuam vivendo provisoriamente em barracos de lona, abrigos coletivos ou na casa de parentes. As verbas de emergência prometidas pelo governo federal - na ordem de R$ 12,3 milhões - ainda não chegaram. A perspectiva, segundo o Secretário de Infra-estrutura do Município, Jorge Briseno, é de que esse dinheiro seja liberado no início do mês de setembro. Ele diz que tem a garantia do ministro Ciro Gomes de que esse prazo será cumprido. Rachaduras Na Grota de Santa Helena, onde os deslizamentos provocados pela chuva mataram várias pessoas, as marcas ainda estão muito presentes. Cerca de 20 pessoas que se conheceram na tragédia, ainda dividem o espaço dentro de barracos de lona, que superaquecem com a temperatura do sol, causando um calor insuportável. ?Durante o dia ninguém consegue ficar aqui dentro. Só quando chove?, reclama o desabrigado Ademar Góes de Aquino. A comida, segundo eles, sempre chega em quantidade suficiente, e há sempre o acompanhamento de agentes de saúde, mas eles querem voltar para casa. Medo e insegurança Para isso eles aguardam o cumprimento das promessas de material de construção para reforçar a estrutura que as águas abalaram, já que até agora não têm um lugar mais seguro para onde ir. ?Só não voltei ainda porque tenho medo da casa desabar na cabeça de meus três filhos. É uma área de risco, a barreira continua ameaçando e a casa está toda rachada. Gostaria de ir para outro lugar?, diz Gilvaneide Conceição. Ela e seus vizinhos viram a morte na porta de casa, ajudaram a desenterrar corpos e temem pela própria vida. Vão ficar nas barracas de lona até a situação se definir.

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