Cidades
Prefeita descarta reajuste de passagem de �nibus
FÁBIA ASSUMPÇÃO A um mês das eleições municipais, quando qualquer medida que venha reajustar tarifas públicas pode se tornar uma ameaça principalmente a quem está no poder, a prefeita de Maceió, Kátia Born, descartou ontem a possibilidade de conceder um novo reajuste para as passagens de ônibus. Esta semana, ela se reuniu com representantes do setor para discutir os problemas relacionados às tarifas, transporte clandestino, os custos das empresas com combustíveis e reajuste dos salários dos funcionários. Kátia Born, que preside a Frente Nacional dos Prefeitos, disse que algumas medidas vão ser adotadas para evitar um novo reajuste no preço das passagens, como intensificar a fiscalização sobre o transporte clandestino e conseguir a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de uma proposta para reduzir os custos das empresas com combustíveis e pagamentos de impostos, como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Preço do diesel ?Essa proposta reúne três pontos: a redução do preço do diesel para o transporte por ônibus em 50%; a redução da alíquota de ISS para empresas de ônibus de 5% para 2% do ICMS, em bases que ainda serão discutidas com os estados?, explicou Born. Segundo a prefeita, a proposta será discutida no próximo dia 20, num encontro com o presidente Lula em Brasília, que terá a participação de dirigentes de entidades representantivas do setor de transporte e dos usuários. Se a proposta for aprovada, isso vai con-tribuir para uma redução signifi-cativa no preço das passagens de ônibus em todo o país. ?Isso fará com que os muni-cípios não precisem autorizar aumento nos preços das passa-gens e aqueles que já concede-ram reajuste terão que reduzir a tarifa?, disse a prefeita. Kátia Born observou que o alto custo do transporte é um problema nacional. ?Hoje, 56 milhões de usuários não têm condições de pagar transporte, porque o preço da passagem é alto?. Maceió tem hoje a segunda passagem mais barata do país, em R$ 1,25, mesmo assim esse valor é considerado alto para o nível salarial da maioria da população da cidade.