Cidades
Professor vai � Justi�a contra Conselho do Cefet
DORGIVAL JUNIOR O professor de História do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Ivis Maia Albuquerque, informou que vai impetrar, na próxima semana, um mandado de segurança contra os atos do Conselho Diretor da unidade de ensino. Ele alega que o conselho teria nomeado a comissão ? responsável pelo processo de votação dos servidores que vão conduzir a eleição do novo diretor-presidente do Cefet ? de forma irregular, uma vez que, segundo ele, há vacância de cargos. ?Há cargos eletivos no conselho que estão vagos. Em função disso, a nomeação da comissão não poderia ter ocorrido. Teria de haver antes uma eleição para o próprio conselho?, explicou Ivis Maia Albuquerque, alegando, também, possíveis irregularidades na eleição que escolheu os servidores que vão organizar o processo de eleição do novo diretor. ?A urna teria sido retirada do local de votação. Ela permaneceu isolada durante algumas horas. Por que a comissão nomeada pelo Conselho Diretor fez isso? Nós queremos um processo eletivo claro e sem dúvidas?, disse o professor, alegando que deu entrada em uma petição solicitando a anulação da eleição ocorrida no último dia 24 de agosto. A ação foi de caráter administrativo, apesar de uma outra ter sido impetrada no Ministério Público Federal (MPF), solicitando a abertura de um inquérito civil público para apurar o processo de eleição do último dia 24. ?Queremos que o Ministério Público Federal faça uma intervenção investigando todo o processo?, acrescentou Ivis Albuquerque. Já o professor de Educação Física, Roland Gonçalves, que também faz oposição à atual direção da unidade federal, alegou que alguns docentes, após a votação, teriam declarado os seus votos com o resultado não refletindo o que foi apurado nas urnas. Ele disse, ainda, que ?o edital para a eleição teria sido modificado depois do prazo da inscrição com o eleitor podendo votar não apenas em um, mas em três candidatos?, disse. Comissão Integrantes da comissão nomeada pelo Conselho Diretor do Cefet disseram que a escolha dos servidores que vão conduzir a eleição do novo diretor-presidente transcorreu dentro da normalidade. Durante todo o processo, as acusações feitas pelos professores que fazem a oposição a atual direção foram rebatidas. ?No dia da votação estavam presentes, além de representantes da Polícia Militar (Batalhão Escolar), um advogado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL). Todo o processo foi devidamente fiscalizado. Uma comissão formada por representantes da PM, OAB e dos servidores lacrou a urna antes de ela ter deixado o local de votação sendo mantida sob guarda. Se eles duvidavam de alguma manobra por que não impugnaram a urna??, disse o gerente-jurídico do Cefet, Jocélio Monteiro de Melo. ?Os professores que fazem oposição também participaram de todo o processo de eleição dos servidores (professores e técnicos) que foram escolhidos através do voto direto. Não houve qualquer tipo de protesto. Só depois que o resultado foi divulgado é que eles resolveram contestar. Alguns deles participaram até da contagem dos votos, além de também terem assinado a ata da eleição?, disse ele. A eleição para o novo presidente do Cefet acontece no próximo dia 24, com a comissão eleita sendo responsável pela elaboração do calendário eleitoral que antecede o processo de votação. Jocélio Melo esclareceu, ainda, que a eleição do novo diretor tem como base o Decreto Federal 4877, de 13 de novembro de 2003. ?A comissão de servidores nomeada pelo Conselho Diretor fez o trabalho dela de forma correta. A oposição criou um ato político para atrapalhar o processo. O professor Ivis Albuquerque deveria ter entrado com a petição pedindo a anulação da eleição no dia em que ela ocorreu e não depois?, concluiu.