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Colapso no abastecimento se arrasta h� duas d�cadas

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O Projeto Pratagy está previsto para ser executado em quatro etapas, ao fim das quais deve garantir uma vazão estimada em 1,08 metro cúbico por segundo ao sistema, ou seja, 1.080 litros por segundo para a rede de distribuição da companhia de abastecimento. Em linhas gerais, ele consiste na captação de água junto ao rio do mesmo nome, que passa depois do Benedito Bentes, para ser distribuída em bairros da região norte de Maceió, beneficiando da orla a localidades muito populosas. ?Não podemos continuar explorando o lençol freático de Maceió; há uma necessidade urgente de concluir o Pratagy?, afirma o diretor de Operações da Casal, Wallace Padilha. Na verdade, isso já deveria ter acontecido há vinte anos, para quando o projeto foi idealizado. No entanto, nem a primeira das quatro etapas foi concluída. Segundo o diretor, para isso, é necessário que sejam instaladas duas bombas de captação e realizadas obras de recuperação na adutora que liga a estação de tratamento situada no Benedito Bentes ao reservatório construído no ponto mais alto da região: o estacionamento do Hospital Universitário. ?Essa adutora já está pronta, mas como foi concluída há mais de cinco anos, carece de uma inspeção para identificar sua verdadeira condição e de alguns reparos, comuns em estruturas que ficam desativadas por tanto tempo?, informou o diretor. É necessário também que se amplie a rede de distribuição pela cidade. Salinidade O projeto também deve afastar uma ameaça que paira sobre o sistema de abastecimento de água de Maceió: o colapso por causa da exploração excessiva do lençol subterrâneo. Da água distribuída pela Casal, 25% vêm dos chamados sistemas de superfície, captada em represas como a do Catolé. Os outros 75% vêm dos 215 poços que a companhia perfurou por toda a cidade. O problema é que a exploração acima da capacidade pode fazer aumentar os níveis de sal e até de ferro presentes na água. O índice considerado admissível de sal na água é de 250mg por litro. Mas, em alguns casos, quando chega a 1.000mg por litro, pode começar a ser sentido por quem consome. O nível de ferro considerado normal é de 0,3mg por litro e pode vir da tubulação usada para a perfuração ou do próprio reservatório, presente naturalmente na água do poço. Por causa da presença excessiva do produto em alguns deles, a companhia já teve de desativar dois poços recentemente: um na ladeira da antiga rodoviária e outro no Vale do Reginaldo. (FF)

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