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Pais organizam grupo antidrogas em Macei�

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BLEINE OLIVEIRA Assustados com a morte de Simone Miranda de Almeida Vieira, 13 anos, um grupo de pais de alunos do Colégio Marista, onde a menina estudava, está iniciando o que pretende se transformar numa espécie de movimento contra o avanço das drogas entre crianças e adolescentes. A iniciativa inclui pais cujas filhas estavam no apartamento do Edifício Pablo Picasso, na Praia de Ponta Verde, onde Simone aspirou ?cheirinho da loló?, o que acabou provocando sua morte. Como a tragédia vivida pela família de Simone ainda é recente ? e todos estão solidários aos pais da menina (o médico João Manoel Veras Vieira e sua mulher, a dentista Magnólia Miranda de Almeida Vieira) ? eles preferem não se manifestar ainda sobre os objetivos do grupo. Na verdade, admite um deles, como a morte foi por uso de loló e isso repercutiu intensamente na sociedade, eles querem preservar as filhas, todas menores. Mas já se comprometeram em tornar público as ações e caminhos que seguirão no sentido de proteger seus filhos. ?Na verdade, ainda não sabemos o que fazer, mas estamos todos conscientes de que não dá para ignorar essa realidade?, afirma F. D., comerciante, cuja filha era amiga de Simone. Embora ressalte que a menina não estava no apartamento naquela noite, 21 de agosto passado, F. D. admite que a filha já experimentou lança-perfume. Essa confissão dela, aliada à morte de Simone, lhe assustou, levando-o a perceber ?que é preciso fazer alguma coisa urgente?. Um dos caminhos que os pais pretendem seguir é envolver a própria direção do Colégio Marista. Eles querem discutir com psicólogos, pedagogos e demais educadores da instituição como conscientizar os filhos sobre os riscos que o uso de droga provoca. Contra o perigo Na seqüência, o grupo pretende estimular pais de alunos de outras escolas a também se envolverem nessa discussão. ?O que sabemos é que o uso de lança-perfume e do loló está disseminado por todas as escolas de Maceió. Nossos filhos estão em perigo!?, diz o comerciante, em tom de alerta. Segundo F. D., nenhum dos pais das meninas que formavam a turma de Simone Almeida está querendo se esconder ou ?agir como avestruz?. Eles só precisam de um pouco mais de tempo para agirem como João Manoel e Magnólia, pais que viram a filha morrer de forma estúpida, mas foram fortes o suficiente para revelar publicamente a causa da tragédia que marcará suas vidas para sempre. Decepção Além da surpresa, os pais de Simone Almeida, vítima fatal do ?cheirinho da loló?, tiveram que enfrentar o choque e a decepção de saber que a menina, aos 13 anos, já havia inalado lança-perfume. A experiência ocorreu também entre coleguinhas da escola, uma turma cuja idade varia entre 13 e 16 anos. Essa informação só chegou a João Manoel e Magnólia vários dias após a morte de Simone. A mesma decepção atingiu os pais de G., no quarto de quem Simone entrou em choque ao aspirar ?loló?, e das outras meninas que estavam lá, na fatídica noite do dia 21 de agosto deste ano.

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