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Pratagy � considerado “reden��o” do sistema

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O Projeto Pratagy não é apenas a redenção do abastecimento de água de Maceió; é visto como salvador também para as combalidas contas da Casal, a companhia responsável pelos serviços de fornecimento d?água e esgotamento sanitário da maioria dos municípios alagoanos. ?Quando a primeira etapa estiver concluída, o projeto deve representar uma oferta de 50% a mais de água para Maceió. Estimamos que ele vá refletir nessa mesma proporção também para nosso faturamento?, prevê Wallace Padilha, diretor de Operações da companhia. Atualmente, a empresa deixa de faturar praticamente a metade de toda a água que fornece, seja por problemas estruturais na rede, como vazamentos; ou comerciais, como os consumidores que não pagam ou pagam pouco pela água que recebem. É o caso dos que possuem ligações clandestinas e de usuários cujas contas não refletem o quanto consomem porque o hidrômetro de suas residências (o dispositivo que mede o consumo) estão com defeito ou são antigos demais. Como exemplo, ele cita que na capital a companhia fatura de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões por mês, mas só de energia paga R$ 2 milhões. Nessa situação, ela perdeu sua capacidade de investir em melhorar o fornecimento, trocando e aumentando redes ou fazendo reparos para combater as perdas na proporção necessária. Isso acaba se refletindo nas deficiências no abastecimento que o próprio diretor admite que existem em diversas localidades. No Vergel, por exemplo, as redes estão estranguladas porque as tubulações são antigas, de diâmetro pequeno, e não atendem mais a demanda. Para resolver o problema, a companhia teria de trocá-las. Nos conjuntos Santos Dumont e Clima Bom, o problema foi a expansão imobiliária acima da capacidade de atendimento da empresa. ?Você tem ruas novas aparecendo ou uma outra situação muito comum nessas regiões: a pessoa que tinha uma chácara e loteou. Em vez de ter um só consumidor, você passa a ter vários; o que faz aumentar a demanda?, explica. No Jacintinho, ocorreu problema semelhante: a rede foi dimensionada para um determinado nível de consumo, mas o aumento do número de habitantes do bairro mais populoso de Maceió o fez explodir. Em regiões como Reginaldo, o impasse está no aumento do teor de sal da água dos poços; o que fez a companhia tirar dois deles de operação. ?O que particularmente nos deixa diante de uma situação muito difícil: há deficiências no fornecimento e ainda somos obrigados a tirar poços de operação?, diz. (FF)

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