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Macarronada do Vav�, a �ltima a fechar

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MÁRIO LIMA FELIPE FARIAS Informações de amigos da família de Vavá e Cenira contam que o casal quase sempre dormia na própria macarronada durante os fins de semana, já que o restaurante praticamente não fechava de sexta a domingo, quando recebia o pessoal da balada, em ?final de festa?, para degustar a tradicional macarronada ao molho de tomate. Sempre alegre, Walter Castro Reis, o Vavá, gostava de conversar com seus fregueses, principalmente os da Confraria do Galo, que reúne os torcedores ?doentes? do alvirrubro da Pajuçara, o CRB. Há dois anos separado de sua primeira mulher, o empresário viu na nutricionista Cenira Lessa sua outra metade. Foi ela que levantou o restaurante, inovando o cardápio e o tempero. Cenira dividia seu tempo entre a Eureka e seu plantão no Hospital Hélvio Auto de Doenças Tropicais: ela trabalhava na cozinha industrial do hospital. ?Na madrugada de hoje [ontem], quando voltavam para casa, ela ia assumir o plantão no hospital?, afirma M.T., um conhecido da família. Latrocínio Comerciantes da região acreditam também em latrocínio, pelo fato de que Walter poderia estar com o apurado do fim de semana, geralmente de maior montante, para depositar no banco na segunda-feira. ?Primeiro os ladrões amedrontaram a clientela, que se foi. Agora, eles passaram a atacar os próprios bares?, relata um empresário da região. Eles contam casos de colegas de atividade que inauguraram estabelecimentos e no dia seguinte tiveram todos os utensílios levados por ladrões. Por serem construções antigas, o acesso para quem invade os bares para roubar é feito preferencialmente pelo teto. ?Num dos arrombamentos, os ladrões levaram, além dos itens da cozinha, até a máquina de karaokê?, conta outro comerciante de Jaraguá.

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