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Professor � acusado de agredir aluna do Cefet

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BLEINE OLIVEIRA A estudante Shyrlene Tenório, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) denunciou, ontem, na Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher, que foi agredida pelo professor Carlos Alberto Vanderley Vangasse, daquela instituição. A agressão, que a deixou com hematomas nos braços, ocorreu, segundo ela, dentro do Cefet, no dia 26 de agosto último, durante o processo de escolha da comissão que vai conduzir o processo eleitoral para escolha dos novos diretores do Centro. Shyrlene foi ouvida pela delegada Fabiana Leão, que marcou para amanhã, às 14h, na Ciapc II, a oficialização da denúncia. O professor Alberto Vangasse também foi ouvido pela delegada e negou que tenha agredido a estudante. Ele não quis dar entrevista, e saiu pelos fundos da Delegacia da Mulher. Na entrada principal, na Rua Boa Vista, um grupo de estudantes que acompanhava Shyrlene Tenório gritava palavras de ordem condenando a atitude do professor e exigindo a anulação do resultado da votação que escolheu os membros da comissão eleitoral. O processo de escolha dos novos diretores está marcado para o dia 24 próximo. Eleição A denúncia da estudante é mais um episódio relacionado à eleição no Cefet. No dia 26 de agosto último os estudantes reagiram ao que definiram como manobra dos atuais diretores para que seus candidatos vencessem a disputa, realizando um grande protesto nas dependências do Centro. O objetivo deles, alega Ernani Viana, do Diretório Central dos Estudantes (DCE/Cefet), foi impedir que as urnas fossem levadas para local incerto antes de serem abertas para contagem dos votos. Ocupando cargo na atual diretoria, o professor Alberto Vangasse teria se apossado de uma das urnas e tentado ultrapassar a barreira formada pelos estudantes. ?Foi justamente aí que ele me agrediu. Não foi pessoal, contra mim. Naquele momento ele teria agredido qualquer estudante?, relatou Shyrlene, dizendo que está disposta a recorrer a todas as instâncias legais para que Vangasse seja responsabilizado. Ela respondeu negativamente à indagação da delegada Fabiana Leão sobre se aceitaria uma proposta de conciliação com o acusado.

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