Cidades
Pol�cia suspeita da fam�lia na morte de casal
EDNELSON FEITOSA Informações surgidas ontem reforçaram as suspeitas da polícia sobre a participação de membros da família nos assassinatos do comerciante Walter Castro Reis, o Vavá, 63 anos, proprietário da Macarronada Eureka, em Jaraguá, e de sua companheira, a nutricionista Cenira Maria Bezerra Lessa, 56, executados a tiros na garagem da residência do casal, na Rua Cláudio Rocha Lima, 87, na Jatiúca, na madrugada de segunda-feira. A polícia confirmou que estavam ocorrendo ?sérios problemas? entre Vavá e os filhos, em conseqüência de o comerciante ter passado a administração do restaurante para Cenira Maria. Ela teria assumido os negócios, após quitar dívidas do companheiro, com quem mantinha um relacionamento há quase quatro anos. Em troca, ele lhe entregou a Eureka, fato que desagradou à família. Os problemas financeiros de Walter Castro Reis foram revelados à polícia, na manhã de ontem, quando os filhos Walter Castro Reis Júnior e Walker Marinho Castro Reis compareceram à Delegacia do 2º Distrito para prestar depoimento informal. Também foi ouvido pelo delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima, que preside a investigação do fato, o sobrinho do comerciante, George Castro de Lima, uma espécie de braço direito, considerado ?um filho? por Vavá, e a irmã do dono da Eureka, Maria das Graças Reis Duarte. O chefe de Operações do 2º Distrito, Roberto Carneiro, que acompanhou os depoimentos, informou que Walter Castro Reis Júnior confirmou que não gostava de Cenira, mas que não a tinha como inimiga. Falou de um problema com outro restaurante, que tinha causado transtornos entre ele e o pai. Roberto Carneiro considerou importantes para o inquérito as declarações da gerente do Eureka, Roberta Cardoso Veras, empregada ligada a Cenira, bem como o do cunhado de Cenira, Manoel Lins de Araújo Filho. Ele não revelou o teor das declarações das duas testemunhas.