Cidades
Restaurante de casal assassinado � arrombado
FELIPE FARIAS O arrombamento do restaurante Macarronada Eureka, na Praça Rayol, em Jaraguá, no começo da noite da segunda-feira (6), horas após o assassinato do casal dono do estabelecimento ? Walter de Castro Reis, o Vavá, e sua companheira Cenira, executados na porta de casa, na Jatiúca ? lança mais mistério sobre o caso. Só ontem, após denúncia da gerente do restaurante, Roberta Cardoso, é que o arrombamento da Eureka foi descoberto pela polícia. Para os peritos que estiveram no local, o arrombamento tem relação com o crime e pode ser indício de envolvimento de pessoas da própria família de Walter de Castro Reis e Cenira Bezerra Lessa. ?Quem entrou aqui veio atrás de documentos?, disse o delegado do 2º Distrito, Dalmo Lopes, responsável pela investigação. De acordo com Lopes, a perícia pode ficar prejudicada porque as pessoas que estiveram no local entre a descoberta do arrombamento e a chegada da polícia manusearam objetos. Na avaliação técnica, esse comportamento ?contamina? o lugar porque pode, por exemplo, misturar as impressões digitais dessas pessoas com as dos invasores. Ainda assim, os peritos recolheram duas embalagens de refrigerante que teriam sido consumidos durante a invasão. O chefe de operações da delegacia, Roberto Carneiro, disse temer agora que o próximo alvo de um arrombamento semelhante seja a residência onde Walter e Cenira moravam. ?Mas se houver uma movimentação como essa na rua onde fica a casa deles, alguém, com certeza, vai notar?, rebateu o delegado. As apurações vão se concentrar na vizinhança dos dois locais (a casa e o restaurante), na tentativa de identificar os autores materiais. A polícia tem certeza de que o alvo da execução era Cenira e não Walter Reis. ?Quem os motoqueiros queriam matar era Cenira. Ele [Vavá] morreu porque reagiu?, disse o delegado, baseando-se em aspectos diferentes. Um deles é a quantidade de tiros que levou cada uma das vítimas. Enquanto Vavá levou dois tiros, Cenira levou seis.