Cidades
T� feito, pai. Santana estava morto
Ex-amigo de seus assassinos, Walter Dias Santana foi morto num sinal de trânsito da Via Expressa, em frente ao Conjunto José Tenório. ?Tá feito?, foram as palavras que Sinvaldo disse ao pai, assim que chegou ao bar com Robson Rui, por volta das 9h da manhã de 2 de junho de 2003. Segundo Sinval, os dois lhe disseram que tinham acabado de matar Walter. Embora soubesse que o filho estava envolvido em crimes, Sinval disse que se assustou. Dirigindo-se a Sinvaldo, ouviu outra declaração ainda mais assustadora: ?O senhor não conhece mais seu filho. Sou outra pessoa?, foi a resposta de Sinvaldo diante da reação do pai. Mesmo tentando favorecer a imagem do filho assassinado, o comerciante Sinval Feitosa de Souza admitiu que Sinvaldo mudara seu comportamento profissional e se envolvera em outros homicídios. ?Certa vez, ele me disse que quando um bandido dava trabalho ou ameaçava pessoas na área em que trabalhava, o costume dele com outros policiais era matar?, contou ao juiz. Mas não soube especificar assassinatos praticados pelo filho e o grupo do qual fazia parte. Ligações perigosas Embora tenha respondido que não sabe quem matou seu filho, o comerciante disse claramente que o assassinato de Sinvaldo está ligado à morte de Walter Dias. ?Sei que meu filho foi assassinado. Tenho cá minhas dúvidas, mas não sei quem fez?, foi a resposta dele ao juiz Daniel Acioly. Sinval confirmou um detalhe que está entre os fatos relacionados ao assassinato de Sinvaldo: o de que seu filho mantinha relacionamento amoroso com uma filha de Robson Rui, que desaprovava a ligação entre os dois.