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Desarmamento n�o decola no interior de AL

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FELIPE FARIAS O recolhimento de armas no interior do Estado é considerado ?fraco? pela Polícia Federal. Por isso, a instituição deve desencadear uma campanha para recolhimento móvel nas cidades interioranas. Até ontem, a Superintendência da PF em Alagoas havia recebido 2.095 armas. Somadas às 25 que deram entrada nesta quinta-feira, 9, foram entregues, até ontem, 2.118 armas de fogo. Levantamento da direção nacional da Polícia Federal aponta que Alagoas ocupa o 11º lugar no país, em volume de recolhimento. ?Isso é sinal de que a campanha está tendo êxito?, comemorou o delegado Fernando Castro, titular da Delegacia de Defesa Institucional da superintendência da PF no Estado, responsável pelo recolhimento. Entretanto, segundo ele, a situação no interior é totalmente diferente: desde o início da campanha, ?não chegaram nem vinte armas de Arapiraca, o que para nós é surpreendente?. Ele disse que, tão logo haja disponibilidade de pessoal, com a redução do ritmo de entrega na capital, equipes serão transferidas para o interior, para reforçar o recolhimento em outras cidades. Desde o início da campanha, a Polícia Federal já enviou nove lotes para a sede da 10ª Brigada do Exército, em Recife (PE), unidade à qual Alagoas está vinculada, totalizando cerca de 300 armas para serem destruídas, concluindo o processo de retirada desse armamento de circulação. Ritmo Segundo o delegado Fernando Castro, o ritmo de entrega diminuiu. No começo da campanha, a superintendência chegou a receber até 170 armas num único dia, mas atualmente a população tem entregue de 30 a 40 revólveres e espingardas diariamente. Essa freqüência deverá se manter até dezembro, quando a campanha deve ser encerrada, disse o delegado. ?Essa é uma tendência natural em todo processo como esse. No começo, o ritmo é mais intenso?, comentou. Desde o lançamento da campanha, todas as armas recolhidas em Alagoas eram remetidas para o quartel do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), a unidade do Exército no Estado. Mas, há cerca de dez dias, a superintendência recebeu comunicado da direção nacional determinando que os lotes passassem a ser enviados diretamente para Recife. Reforço O contraste entre o desempenho do recolhimento na capital e no interior é flagrante: a boa colocação obtida pelo Estado entre as demais unidades da federação se deve praticamente ao que foi recolhido em Maceió. O reforço no interior, segundo ele, será articulado com a participação de instituições como a Igreja e a OAB, por meio de suas representações locais no interior. ?Vamos tentar instituir delegacias móveis, para efetivar esse recolhimento. Na primeira oportunidade, deslocaremos pessoal com esse objetivo, o que pode ser antes ou depois da eleição?, acrescentou.

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