Cidades
Inqu�rito parado na PF
Sob a alegação de que o inquérito encontra-se na Justiça Federal, o delegado Arivaldo Marques também não quis adiantar informações sobre a apuração policial. ?Fizemos a nossa parte?, limitou-se a dizer, acrescentando que não sabia sequer qual tinha sido o juiz federal que recebera o processo. ?Depende da distribuição; que é por sorteio?. Ele só confirmou que pediu prorrogação do prazo para concluir o inquérito; um direito que assiste à autoridade policial, quando considera que a investigação pode avançar, embora tenha acabado o prazo legal. A GAZETA apurou que o prazo pedido por Marques é de mais sessenta dias, mas a prerrogativa de determinar o novo período para conclusão dos trabalhos é apenas do juiz que o receber. Como o inquérito não está nas mãos do delegado, nenhuma atividade de investigação pode ser desenvolvida, como depoimentos ou diligências. Na prática, a investigação da PF sobre o rombo na Sesau está parado. Apesar disso, os documentos pedidos ao Banco do Brasil estão chegando a Alagoas. Eles serão depois anexados ao inquérito, quando a Justiça Federal o devolver. Eles serão submetidos à perícia, com o objetivo de tentar identificar o autor das assinaturas que possibilitaram a fraude. A investigação ainda deverá ter mais depoimentos, diligências e perícias, mas o delegado não quis revelar quem será ouvido. Já prestaram depoimento, na sede da Polícia Federal, dirigentes da Secretaria de Saúde, que reafirmaram a denúncia; funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, por onde passaram os recursos remetidos pelo governo federal, e o próprio Eduardo Menezes, exonerado após a denúncia de desvio. Auditores Os dois auditores despachados pelo setor de Auditoria da direção do Banco do Brasil, em Brasília, chegaram a Alagoas logo depois da denúncia, ainda no fim do mês de julho. Eles ouviram mais de dez funcionários da agência do setor público, que concentra as operações envolvendo transferência de verbas federais para Alagoas, analisaram e colheram documentos. Somente na semana passada, eles deixaram o Estado, em direção a Recife, onde funciona a Gerência Regional de Infra-estrutura e Logística. O clima de sigilo envolvendo a permanência dos auditores pode ser retratado pelo fato de que eles sequer compareceram à superintendência regional em Alagoas, ao longo desse período, nem reportaram o teor das investigações. Os dois só se apresentaram à direção do banco no Estado ao chegar. (FF)