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Sigilo cerca investiga��o do rombo na Sa�de

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FELIPE FARIAS O relatório da sindicância que apurou o rombo de R$ 3,5 milhões na Secretaria de Saúde (Sesau) só deve ser entregue ao secretário Álvaro Machado na próxima segunda-feira, embora tenha sido concluído ontem. O clima de mistério e segredo continua envolvendo as três apurações sobre o caso, apesar de o desvio envolver recursos públicos: além da sindicância da Sesau, a auditoria do Banco do Brasil e o inquérito da Polícia Federal, que está parado. Para se ter uma idéia do sigilo que cerca as investigações, a GAZETA DE ALAGOAS apurou que dois auditores do Banco do Brasil estiveram até a semana passada em Maceió investigando o caso, e foram para Recife (PE), onde estão os arquivos de documentos microfilmados referentes às operações fraudulentas. A comissão de investigação interna da Sesau evitou estimar até mesmo quantas páginas deve ter o relatório. Seu presidente, o procurador setorial na Sesau Ari Sobrinho, alegou ?sobrecarga de trabalho? e ?necessidade de cumprir o prazo de entrega do relatório? para não receber a reportagem da GAZETA, que pretendia ouvi-lo sobre o caso. O delegado da Polícia Federal que preside o inquérito, Arivaldo Marques, argumentou que remeteu o processo à Justiça, porque o prazo inicialmente previsto havia expirado. A assessoria de comunicação da direção do Banco do Brasil, em Brasília, informou que o assunto está sendo tratado ?apenas pela superintendência de Alagoas?. No entanto, a Agência do Setor Público, responsável pelas operações com verbas federais e que está sendo alvo de uma auditoria do banco, não é subordinada à superintendência regional no Estado: está ligada diretamente à direção, no DF. O clima na Agência do Setor Público do BB é de expectativa quanto à apuração das responsabilidades. Há casos de constrangimento de funcionários apenas porque compareceram à Polícia Federal para depor. Ouvido na última quinta-feira pela GAZETA, o secretário de Saúde, Álvaro Machado, disse que não estava sequer acompanhando o trabalho da comissão, para evitar questionamentos à sua postura em relação ao caso. A GAZETA tentou ouvi-lo ontem, e não o localizou. Mas apurou que o secretário foi, sim, consultado por membros da comissão sobre o prazo máximo para entrega do relatório. Machado queria receber o documento no fim do expediente desta sexta-feira, mas três dos quatro membros que estão elaborando as conclusões alegaram que há um grande volume de informações a serem processadas para constar no relatório.

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