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Amigos relatam trag�dia

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O corpo do operário Edmilson Cândido da Silva, 22, que morreu na quinta-feira após ter sido soterrado quando trabalhava na construção de um novo templo da Iurd, em Mangabeiras, foi sepultado ontem à tarde em Murici, município onde moram seus pais. Por ironia do destino, Edmilson morreu no dia do aniversário. Ele era casado há três anos com Rosilene Silva e tinha um filho adotado de cinco anos. Bastante abalada, Rosilene disse que só soube da morte do marido por volta das 18 horas de ontem, quando o seu corpo foi resgatado pelas equipes do Corpo de Bombeiros. ?Eu pensei que era brincadeira, quando me disseram?, comentou ao lado do filho. Era o primeiro emprego de Edmilson, que havia sido contratado para trabalhar na obra há apenas 15 dias. Segundo relato de amigos e parentes, ele nunca gostou de escavar buracos profundos, mas a necessidade fez com que aceitasse o emprego para trabalhar na obra. Várias operários que trabalhavam na obra foram ao velório de Edmilson na manhã de ontem. Com medo de represálias, eles preferiram não ser fotografados e revelar seus nomes. Alguns tentaram negar de início que tivesse ocorrido um outro acidente na obra, na semana passada. Mas, depois, confirmaram que na terça-feira passada por pouco um outro trabalhador não morreu na mesma situação ao escavar um dos buracos para colocação da fundação do prédio. Eles revelaram que o acidente com Edmilson aconteceu poucas horas depois dele chegar ao canteiro de obras, às 9h30, e uma hora depois, ele já estaria morto. Os companheiros de trabalho contaram que não mediram esforços para tentar salvá-lo. ?Ele pediu todo o tempo para a gente tirar ele de lá?. Mesmo com a chegada dos bombeiros, eles continuaram ajudando no trabalho de resgate. A família de Edmilson disse que pretende entrar com uma ação na justiça para apurar a responsabilidade pelo acidente e receber uma indenização. Os operários confirmaram que todos os empregados da obra tinham carteira assinada. Também questionam os procedimentos adotados pelo Corpo de Bombeiros para fazer o resgate do rapaz. ?A gente viu na televisão dizendo que o oxigênio só foi suficiente por duas horas?, comentou a cunhada de Edmilson. (FAS)

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