Cidades
Walter Jr. mentiu sobre brigas, afirma delegado
O filho do comerciante Vavá declarou que tomou conhecimento da invasão ao Restaurante Eureka ?pela imprensa?. Disse desconhecer maiores detalhes a respeito do assunto. Segundo Walter Jr., o estabelecimento ainda está em seu nome, mas era de propriedade de Cenira Maria, desde que ela pagou as dívidas e evitou a falência da tradicional macarronada da Praça Rayol. ?Não tenho mais nada a ver com o Eureka. Espero que a família dela faça bom proveito?, disse ele, irônico. ?Ninguém no mundo pode imaginar o que eu estou sentindo, pois perdi meu pai e ainda estou na condição de suspeito?, disse Walter Jr., afirmando ter certeza que será inocentado ao final das investigações, ?porque a verdade tem que aparecer?. O delegado Dalmo Lima Lopes afirmou que Walter Jr. não aceitava, conforme relato das testemunhas, ter perdido o pai e o restaurante para Cenira. Segundo o delegado, Walter Jr. ?faltou com a verdade? quando informou à imprensa que tinha um bom relacionamento com o pai e com Cenira. ?Não é o que as pessoas ouvidas até agora estão declarando?, disse o delegado. Dalmo Lopes garantiu que a tese de envolvimento do filho na morte do proprietário do Eureka é que aparece com ?maior insistência? nos depoimentos de testemunhas. No entanto, outras hipóteses também estão sendo investigadas, entre elas a de um funcionário acusado de roubo e demitido por Cenira Maria, e a tese de crime passional. O delegado anunciou que vai intimar a ex-mulher de Walter Castro Reis para prestar depoimento. Eliege Marinho Reis, mãe de Walter Júnior, estava separada de Vavá havia cerca de dois anos.