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“Pensei que os disparos era um defeito no som”

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?Foi horrível?, disse, chorando, a estudante Lilian Bispo, de 21 anos, que dançava forró no interior da boate quando o tiroteio começou. ?No início, pensei que o barulho dos tiros era algum problema no som. Foi então que a banda parou de tocar e começou a correria?. A estudante disse que correu para o banheiro da boate e só saiu de lá quando a polícia chegou. ?Como é possível que homens armados tenham entrado na boate??, pergunta a estudante. ?Não sei mais quando terei coragem para voltar ao Jaraguá para me divertir?, desabafa. O tiroteio interrompeu a apresentação da banda de forró Xote. com, uma das três atrações da Festa do Cefet, promovida na boate pelos estudantes da instituição. Segundo o técnico de som da boate, Tiago Tenório, os autores dos disparos não pareciam ter um alvo específico. ?Um deles correu em direção ao palco e começou a atirar em direção ao público?, disse o técnico de som. De acordo com as testemunhas, diversas ambulâncias chegaram ao local rapidamente para socorrer os primeiros feridos. Meia hora depois do incidente, a perícia chegou à boate em busca de pistas que pudessem identificar os autores dos disparos. Dentro da danceteria, havia manchas de sangue no chão e marcas dos disparos no teto, em espelhos e no vidro da bilheteria. Do lado de fora da boate, na rua Sá e Albuquerque, o clima era de horror, medo e indignação. ?Eles atiraram em várias direções, como se estivessem loucos?, diz o analista de sistemas Lucas Bliks, de 22 anos. ?Um dos disparos quase atingiu o meu braço?. Chorando muito, uma das funcionárias da boate, Shirley de Moraes, disse que o pânico foi tão grande que alguns clientes quase a agrediram. Ela diz que desde ontem, o 11 de setembro terá outros significado para ela.

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