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Mau gosto atinge as barracas de doceiras

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A falta de planejamento e de projetos urbanísticos ultrapassa os limites de Maceió. Na AL-101 Sul, no povoado de Massagueira, em Marechal Deodoro, as antigas barracas de palha e madeira usadas para a venda dos doces típicos da região foram substituídas por estruturas cobertas de plástico. O que antes era um atrativo turístico, pelo aspecto rústico das antigas barracas, agora apresenta um quadro desagradável de barracas de lona. Além da descaracterização, o número de barracas foi ampliado e se estendeu pelos dois lados da rodovia. São quase 50 barracas, fora mais duas dezenas que ficam no acesso ao povoado. As doceiras preferem não comentar a decisão tomada pela Prefeitura de Marechal Deodoro, responsável pela padronização das barracas. Mas reconhecem que as novas barracas são desconfortáveis, porque o plástico aumenta o calor nos dias de sol e não protege o suficiente nos de chuva. A desaprovação também é total por quem costuma passar pelas rodovias. ?Além de estar em um local perigoso, as antigas barracas de palha que ficavam na estrada de acesso ao povoado eram muito mais pitorescas e bonitas?, afirma a professora Fátima Alcântara, que costuma freqüentar as praias do litoral sul nos fins de semana. A direção do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) solicitou à Prefeitura de Marechal a retirada das barracas instaladas na rodovia, que alegou ter sido as próprias doceiras responsáveis pela instalação delas. De acordo com a prefeitura, ela teria sido responsável apenas pela padronização e pela ?melhoria do aspecto visual das barracas?. Como diz o velho ditado: ?Gosto não se discute?. Feirinha De acordo com o arquiteto Gilvan Ferreira, a questão das barracas não está no uso de material de boa qualidade ou típicos da região, mas projetá-las de uma forma que não se transformem em barreiras que impedem ter uma boa visão e boa adequação à cultura de quem expõe, como é o caso da doceiras da Massagueira. Outro exemplo desta situação é bem visível na área onde está instalada a Feirinha de Artesanato de Pajuçara. A feira funciona ao lado de uma imensa barraca, onde funciona um restaurante. Quem passa pela calçada mal consegue perceber que por trás daquelas construções está o belíssimo mar de Pajuçara. Ele considera um erro a instalação de uma estrutura fixa para a Feira de Artesanato, até porque o projeto arquitetônico do prédio vai sendo descaraterizado pouco a pouco pelos próprios artesãos.

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