Cidades
Um prazer terap�utico
Há cinco anos, o funcionário público Francisco Carlos de Almeida resolveu se dedicar aos esportes náuticos. ?Quando estou navegando ou esquiando, os problemas vão pelos ares. Há ocasiões que acabo esquecendo do tempo e só retorno à noite. Tem lugares que a gente nunca imagina conhecer e de repente nos deparamos com um paraíso perdido?, disse ele. ?Comecei com uma jangada pequena e usada. Ao longo dos anos, fui trocando de embarcações até conseguir uma lancha (que vale R$ 16 mil) e que não troco por nada?, reafirmou o funcionário público. ?A minha embarcação chega até 75km/h. É uma sensação que não dá para esquecer?, acrescentou Fran-cisco. Um dia de lazer custa em média R$ 70, mas sai barato, pois várias pessoas parti-cipam de um passeio. ?Os gas-tos são rateados. Além da famí-lia, os amigos também vêm comigo praticar o esporte?, disse. Na avaliação do proprietário da Marina Pontal, Rubens Rosa da Silva, a classe média vem ganhando a cada ano mais espaço na prática dos esportes náuticos. ?Ela se esforça para manter uma jangada, jet ski ou até uma lancha. Apesar dos custos, o prazer fala mais alto e vale a pena o sacrifício. Naminha marina, tenho embarca-ções de empresários e mecâni-cos que no momento da nave-gação deixam as diferenças sociais de lado?, disse. Aproveitando o momento de descontração, muitos desportistas acabam praticando outras modalidades esportivas, como a natação e o mergulho. ?Em anos passados, até cam-peonato de jet ski já foi reali-zado na Lagoa Manguaba. Hoje, as pessoas se reúnem e saem em grupos pelos canais?, disse o comerciante José Carlos Ro-cha, proprietário de um bar na margem da lagoa. Continua na página E9