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Esporte n�utico ganha adeptos e se populariza

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DORGIVAL JUNIOR A prática dos esportes náuticos deixou de ser uma atividade exclusiva da elite alagoana, tornando-se uma modalidade acessível também à classe média. Hoje, os então chamados ?reis da praia?, empresários e executivos com alto poder aquisitivo, podem ser vistos navegando ao lado de funcionários públicos, profissionais liberais, soldados da Polícia Militar e até modestos mecânicos que transformaram o sonho da náutica em uma realidade. Apesar de ainda ser considerado um esporte caro, o mercado de embarcações usadas foi o principal responsável pelo ingresso da classe média na modalidade esportiva. Ao lado dos tradicionais clubes náuticos existentes na capital alagoana (como Motonáutica, Alagoinha e Iate), as marinas (microempresas que funcionam como espécie de garagem responsável pela manutenção das embarcações) também contribuíram para a popularização do esporte náutico em Maceió. Situadas em áreas propícias para a navegação, como Pontal da Barra (Maceió), Barra Nova, Ilha de Santa Rita (ambas localizadas no município de Marechal Deodoro) e Barra de São Miguel, as marinas se tornaram uma espécie de ponto de encontro dos adeptos da náutica. No Pontal da Barra, uma das áreas onde há uma concentração de marinas, além de um clube náutico, nos fins de semana e feriados, o tráfego constante de lanchas, jet skis e jangadas agita a Lagoa Mundaú. Nas ruas do bairro, os veículos acabam disputando o espaço com as embarcações, cujos condutores esperam a hora de sair dos abrigos das marinas para entrar na lagoa e, às vezes, no próprio mar, desvendando as belezas que eram restritas a poucos. Cenário paradisíaco O cenário paradisíaco da região lagunar é quebrado apenas pelo vaivém das ondas das lanchas e jets que rasgam as águas tranqüilas da Mundaú e Manguaba. O silêncio pacificador das lagoas é deixado de lado, dando lugar ao ruído frenético e vibrante das dezenas de embarcações que circulam pela área. ?Se comparada a um carro, uma lancha não gasta tanto. As pessoas se enganam achando que ter uma lancha é algo restrito aos ricos. É um esporte que ainda é caro, mas não é um sonho distante?, disse o advogado Marcos Laclet, que desde criança é um apaixonado pelo esporte e proprietário de um jet ski. ?A gente chega aqui estressado e muito cansado. Depois de alguns minutos numa lancha ou num jet, tudo muda. A gente relaxa mesmo?, disse ele, acrescentando que muitos proprietários de embarcações optam em freqüentar lagoas, canais e rios, pois, no mar, os riscos são maiores.

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