Cidades
Profissionais defendem massifica��o do esporte
A massificação do esporte é uma das saídas, segundo analistas, para que o país possa, por exemplo, reverter suas modestas participações nos Jogos Olímpicos ? para alguns analistas, na verdade, humilhantes, se comparadas à importância do Brasil no cenário mundial. ?Massificação e trabalho de base?, acrescenta a presidenta da Federação Alagoana de Ginástica, Josefa Wanderley Alves, que se orgulha de ter trabalhado por 29 anos em escolas públicas. Para ela, a massificação pode ainda reverter uma distorção que ela vê na forma como uma modalidade em especial ainda é encarada no país. ?Particularmente, tenho uma preocupação muito grande de verificar que quase todo o trabalho social em esporte é voltado para formar jogadores de futebol?, alerta. Para ela, essa concepção é, sobretudo, injusta para com as crianças. ?Não é justo com as crianças porque há muitas outras modalidades que desenvolvem valores essenciais. Além disso, se não tiver aptidão, pode acabar sendo preterido, quando poderia se destacar no atletismo, ser um jogador de vôlei ou um ginasta?, cobra ela, lembrando a história da campeã Daiane dos Santos, descoberta enquanto praticava espontaneamente em sua comunidade. Em Maceió, não existe nenhum equipamento em área pública para a prática dessa modalidade. As barras elevadas se resumem às praças de fisiculturismo que estão sendo instaladas em diferentes pontos da orla ? embora já representem um avanço. O presidente da Federação Aquática, Simeão Rufino, diz que falta uma política de desenvolvimento do esporte. ?O presidente Lula cobrou essa iniciativa de estados e municípios na cerimônia em que recebeu os atletas que foram às Olimpíadas, já que a iniciativa privada não está presente na proporção em que deveria?, explica. Segundo ele, antes havia a concepção de que a escola não deveria se envolver na formação atlética. Hoje, é sobre ela que recai a responsabilidade pela massificação das práticas esportivas difundida pelos especialistas da área.