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Barracas escondem beleza do mar de Macei�

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A ocupação desordenada dos espaços públicos e o mau gosto e a falta de planejamento estético e arquitetônico nos locais de maior concentração de lazer, principalmente na orla marítima de Maceió e grandes centros gastronômicos do turismo como a Massagueira, em Marechal Deodoro, tornam feios e arcaicos os principais cartões-postais do entorno da região metropolitana de Maceió. As praias urbanas da Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca estão ficando escondidas aos olhos do turista e da população local, pela invasão de construções à beira-mar, como barracas para funcionamento de bares e restaurante, que dão ao principal patrimônio turístico da cidade o aspecto de uma verdadeira ?favela?. Estima-se que hoje existem mais de 30 barracas espalhadas da orla de Pajuçara até Jatiúca, sem contar os numerosos quiosques para vendas de sorvetes, tapiocas e coco e, ainda por cima, os ambulantes. O arquiteto e urbanista Gilvan Rodrigues avalia que a ocupação desordenada do solo na orla marítima reflete a falta de um planejamento urbano da cidade. ?O planejamento urbano de Maceió é uma brincadeira?, define. Ele diz que a maneira desordenada como a área da orla marítima está ocupada só traz prejuízos para a cidade, que tem como seu principal carro-chefe o turismo. Segundo o arquiteto, os espaços existentes na orla poderiam ser melhor ocupados, com um menor número de barracas e instalação de equipamentos de lazer ? como quadras esportivas e parque infantis. ?Em toda a orla deveria haver no máximo 10 barracas, padronizadas e com alto padrão de qualidade?. Ele defende que as praias devem continuar sendo um espaço aberto para o lazer público, mas a ocupação comercial deve ser cobrada e bem cara. ?Têm que ser construídos restaurantes de classe internacional, que atraia o turista que pode pagar em dólar e exige um serviço com alto padrão de qualidade?. A falta de padronização das barracas de ambulantes, como vendedores de coco e de tapioca, é outro problema apresentado pelo arquiteto. Ele deixa claro que compreende a necessidade de sobrevivência dos ambulantes, mas que esse tipo de comércio pode ser feito de forma ordenada. Como não existe controle eficaz na ocupação das áreas da orla é cada vez maior o número de pequenos quiosques, que vendem de tudo e enfeiam ainda mais a praia. Isso faz, segundo Gilvan, que várias outras capitais nordestinas, cujas praias não se comparam as de Maceió, estejam saindo na frente em relação ao turismo, com investimentos em planejamento urbano. (Leia mais na página E15)

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