Cidades
Fotos mostram jovens com suspeitos
Entre os documentos recolhidos está o registro de nascimento de Mateus Gonçalves Lopes, de 17 anos, apontado como um dos atiradores. O documento mostra que Mateus nasceu na cidade de Camaçari (BA). Usando como caminho as pistas que encontrou no apartamento e no Monza de placa LHJ 1371, que os atiradores usaram na fuga e deixaram na Jatiúca, o delegado Dalmo Lopes pretende chegar aos criminosos. A polícia tem fotos que mostram os acusados pela violência na Arena abraçados a duas jovens e em um grupo com diversas pessoas. Todas serão identificadas e convocadas a depor. Por isso, ao divulgar as fotos, o delegado Dalmo Lima Lopes, 2º DP, solicitou que elas se antecipem e procurem a delegacia para relatar qualquer fato que possa levar aos criminosos. Nas investigações, a polícia recolheu vídeos e CDs com imagens da festa do último sábado, quando Mateus Gonçalves Lopes, Ronaldo Souza e Jefferson Viana entraram na Arena e atiraram a esmo contra as centenas de pessoas que estavam no local. Além dessas imagens, o delegado Dalmo Lopes quer o material feito por funcionários das empresas Maceió Popynet e Maceió Eventos, especializadas em registrar festas, baladas e outros eventos, que fizeram fotos naquela noite. Numa das fotos, já em poder da polícia, aparece um homem, identificado como ?Gaúcho? que, segundo Dalmo Lopes, teria ligações com os atiradores. Ele reside em Maceió e será convocado a depor. Com base nas informações das pessoas que conheceram ou viram os suspeitos, a polícia espera chegar ao autor do assassinato de Pedro Oliveira Simões de Melo e pelos tiros que atingiram Márcio Gonçalves de Oliveira, Saulo Toledo, Márcio Gusmão Cerejo, José Hércules de Araújo Melo e Jaqueline Vitório Santos. O gerente da danceteria, Raimundo Andrade de Brito, foi ontem ao 2º DP para prestar esclarecimentos sobre o episódio de violência. Ouvido pelo delegado Dalmo Lopes, ele disse que teve um filho atingido pelos tiros. Em entrevista, Raimundo Brito garantiu que desde os primeiros momentos tem ajudado a polícia a chegar aos criminosos. Raimundo alegou ?falha de um funcionário? para explicar por que não foram gravadas imagens mostrando o evento antes e durante o episódio sangrento. Segundo ele, o responsável por manter a câmara pronta para a filmagem não trocou o filme no momento certo, o que pode prejudicar as investigações da polícia. O gerente disse ainda que não tinha conhecimento de que havia menores de idade na boate, mas lembrou que a lei não proíbe a presença deles se estiverem acompanhados dos pais. Raimundo alegou que, como se tratava de uma festa de escola, não houve rigor no controle de entrada. Ele reclamou que a lei proíbe seguranças de boates de portarem armas.