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Conclus�o sobre rombo na Sesau s� em outubro

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FELIPE FARIAS A comissão de sindicância que investiga o rombo de R$ 3,5 milhões na Secretaria de Saúde pediu, e o secretário Álvaro Machado concedeu, prazo de mais vinte dias para concluir os trabalhos. Com isso, a entrega do relatório, que estava prevista para ontem, deve coincidir com o fim da campanha eleitoral, às vésperas da votação; o que pode diluir o impacto de suas revelações. A comissão continua trabalhando em clima de sigilo, que envolve também as outras duas apurações sobre o caso: a auditoria do Banco do Brasil e o inquérito da Polícia Federal. A GAZETA apurou que não se descarta a possibilidade de os dois auditores do setor de investigações internas da instituição, em Brasília, retornarem a Alagoas, onde passaram mais de um mês, incógnitos, ouvindo funcionários e analisando documentos. Eles viajaram há pouco mais de uma semana para Recife (PE), onde fica a Gerência Regional de Infra-estrutura e Logística, que guarda os microfilmes dos ofícios usados na fraude. A entrega do relatório da comissão de sindicância estava prevista, em princípio, para a última sexta-feira, 10. Mas os três dos quatro integrantes que estão trabalhando mais diretamente na elaboração do relatório com as conclusões argumentaram para o secretário Álvaro Machado que havia um grande número de informações a processar e que, diante disso, o prazo era curto. Além dos documentos, a comissão colheu dez depoimentos. Esse foi o mesmo argumento exposto no ofício do presidente da comissão, Ari Sobrinho, ao secretário, solicitando a nova prorrogação. Segundo sua assessoria, Machado concedeu mais tempo, porém, recomendou que a comissão dê prioridade à elaboração do relatório, que deve ser entregue ?impreterivelmente? até 30 de setembro. O clima de sigilo envolve também o trabalho dos dois auditores despachados pelo setor de Auditoria da direção do Banco do Brasil, em Brasília, que passaram mais de um mês praticamente incógnitos em Alagoas, onde chegaram logo depois da denúncia, ainda no fim do mês de julho. Eles ouviram mais de dez funcionários da agência do setor Público, que concentra as operações envolvendo transferência de verbas federais para Alagoas, analisaram e colheram documentos.

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