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MP responsabiliza Arena por acesso de menores

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FÁTIMA ALMEIDA O Ministério Público (MP) vai entrar com uma representação contra a boate e casa de shows Arena, em Jaraguá, responsabilizando criminalmente seus proprietários por transgredir os dispositivos legais que impedem o acesso de menores a casas noturnas, conforme estabelecem o Estatuto da Criança e do Adolescente e portarias do Juizado da Infância e da Juventude. Segundo o promotor Luiz Medeiros, a boate é reincidente e deve responder pelo descumprimento das regras de funcionamento. Essa é uma das medidas de endurecimento adotadas pela Promotoria da Infância e da Juventude com o objetivo de inibir a freqüência de menores em boates e casas de shows, fato que foi constatado em acontecimentos como a tragédia registrada no último fim de semana, na Arena. Três homens dispararam contra o público, na madrugada do último sábado. Um jovem morreu e cinco pessoas ficaram feridas. Negativa O promotor Luiz Medeiros explicou que existe, desde agosto de 2002, um pedido dos proprietários da Arena ao juizado, solicitando autorização para a freqüência de menores, que foi negado pelo juiz. A decisão judicial, no entanto, vinha sendo descumprida pela administração da casa. Segundo o promotor, a fiscalização nesses ambientes é constante nos fins de semana, por meio de rondas, mas é impossível estar permanentemente em um único ambiente, até porque a quantidade de comissários para esse trabalho é resumida e não remunerada. Mesmo assim, segundo ele, existem cerca de 240 autos de infração contra proprietários de bares, cinemas, casas de shows e boates de Maceió, registrados no Juizado. Família Os irmãos do estudante Pedro Oliveira Simões de Melo, que morreu baleado na pista de dança da boate Arena, em Jaraguá, estiveram ontem, na Delegacia do 2º Distrito para pedir que a polícia acelere as investigações do atentado que desestruturou sua família. ?Tudo parou, ninguém sabe mais o que fazer. Meu irmão era o meu braço direito?, afirmou Alexandre Simões de Melo. ?Estamos dispostos a dar um crédito à polícia, mas precisamos de um prazo?, completou ele. Alexandre fez severas críticas ao setor de segurança do Estado, pois não existia uma viatura sequer em Jaraguá, onde ocorria um evento com mais de 600 pessoas. Ele alertou, também, para o fato de que a polícia precisa descobrir quem está por trás do grupo de atiradores. ?Esses bandidos não vieram para Alagoas sem o apoio de alguém?. Ele garantiu que o crime não será esquecido pela família. ?Vamos buscar por justiça até o fim. Não vamos parar?, prometeu Alexandre.

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