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Sem-terra vendem legumes e frutas em pra�a p�blica

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A produção agrícola dos assentamentos de trabalhadores rurais ligados ao MST chega ao consumidor de Maceió com pelo menos dois atrativos: preços baixos e a garantia do próprio movimento, de que a lavoura nunca foi tratada com agrotóxicos. Desde a última terça-feira, eles instalaram, na Praça da Faculdade, a 5a Feira Alagoana da Reforma Agrária, onde se encontra de tudo um pouco, desde raízes, como macaxeira, inhame e batata-doce; frutas como mamão, laranja e banana; até a massa de mandioca e especiarias como o beiju e saborosa farinha d?água. De quebra, o apelo político da luta do movimento dos sem-terra expresso em diversas faixas espalhadas pelo acampamento: de apoio à agricultura familiar; contra os transgênicos e, evidentemente, em defesa da reforma agrária e de condições de trabalho e escoamento da produção feita nos assentamentos. Para os trabalhadores, vindos de diversas localidades, a idéia é sempre boa. Eles afirmam que vendem mais do que nas feiras dos pequenos municípios nas regiões onde vivem. ?A produção é grande nos assentamentos e precisamos encontrar formas de vender para evitar desperdícios?, diz o trabalhador José Luiz dos Santos, assentado há sete anos em Campo Alegre. Andréa Pereira, do assentamento Vereda, em Atalaia, aproveita para vender outro tipo de produção: bijuterias coloridas que ela cria nas horas vagas. ?Aqui a gente vende mais do que no assentamento e recebe à vista. Uma semana já compensa?, diz ela, ao lado do marido que ajuda na comercialização dos brincos e colares. Ivonete Maria de Lima, do assentamento Javari, no município de Maragogi, diz que sempre encontra em Maceió uma freguesia certa para sua farinha d?água, que na realidade leva muito mais que água: massa puba, goma, queijo, coco ralado, manteiga e sal dão ao produto um sabor especial. ?O quilo custa caro (R$ 6,00), mas o sabor é irresistível?, diz a ?freguesa? Elisete Virtuoso, residente no Prado. O profissional liberal Cícero Lopes também faz a feirinha em meio à diversidade: massa puba, macaxeira, milho e uma pimentinha malagueta. É a primeira vez que ele visita a feira. ?Os preços são relativamente bons. Acho importante que isso aconteça para que eles possam vender o que produzem?, observa. A feira da Reforma Agrária continua até sexta-feira.

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