Cidades
Suspeito preso nega participa��o em tiroteio
DORGIVAL JUNIOR O delegado Dalmo Lopes, que preside o inquérito sobre o caso Arena, solicita amanhã à Justiça a prisão temporária de três acusados, já recolhidos, desde ontem, segundo a polícia, à sede do Grupamento Tático e Integrado (Tigre), da Polícia Civil. Os presos são os mineiros Robson Menezes, 28, Iraci Soares Pereira, 44, e sua filha, Terla, 26, que prestaram depoimento ontem. Eles são acusados de envolvimento com os responsáveis pelo tiroteio na boate Arena, ocorrido na madrugada do último sábado, em Jaraguá, que resultou na morte do estudante Pedro Simões de Oliveira Melo e mais cinco pessoas feridas. Ronaldo Sousa e Joseney César, além de Mateus Lopes, que estão foragidos, teriam usado a casa de Iraci para se esconder após o tiroteio na boate. A polícia informou, ainda, que o menor S.S.S., 15 anos, que estava em companhia das duas mulheres quando elas foram detidas, será conduzido à Delegacia de Menores e depois transferido para o Conselho Tutelar. Robson Menezes, que foi reinterrogado na sede da Secretaria de Defesa Social, negou ter participado do tiroteio na boate, declarando apenas que conhece os acusados e que teria fornecido seu carro, um Vectra, placa MUG 3089/SE, cor verde, no último domingo, para que os acusados pelo crime em Jaraguá pudessem fugir. De acordo com informações repassadas pelo delegado Dalmo Lopes, Robson Menezes teria entrado em contradição várias vezes durante o interrogatório. ?A primeira foi quanto ao horário em que ele disse ter emprestado o carro aos acusados pelo tiroteio. Primeiro, ele disse que foi às 17 horas do domingo, depois afirmou que foi às 19 horas. Estamos investigando toda a vida dele?, frisou o delegado. Segundo Dalmo Lopes, apesar de estar desempregado Robson teria gastos elevados. ?Ele teria dado R$ 14 mil a Iraci Soares para comprar o Vectra, à vista. Além disso, ele tem outro carro, uma Parati, que teve um conserto pago, em dinheiro, no valor de R$ 7 mil. São gastos elevados para quem não tem emprego fixo. Queremos saber de onde vem o dinheiro. Estamos juntando todas as provas possíveis para indiciá-los por formação de quadrilha?, disse o diretor-geral de Polícia Civil, Roberto Lisboa, que também participou do interrogatório. A polícia informou, ainda, que Robson Menezes teria chegado a Maceió há cerca de quatro meses, vindo à procura de Iraci e Terla Soares. No depoimento dado por Iraci Soares, ela afirmou que teria vindo de Minas Gerais para se esconder de uma quadrilha de traficantes que teria assassinado seu esposo e um filho. Segundo ela, logo em seguida recebeu a visita de Robson Menezes, que teria vindo a Alagoas para passar apenas 15 dias. Ela declarou, também, que vive da pensão dada pelo ex-marido da filha e que Robson é apenas um conhecido da família, aparecendo e dormindo na casa dela algumas vezes, sempre dirigindo o Vectra, desde que chegou a Maceió.