Cidades
Grupo teria alugado outro apartamento
A polícia está investigando a suspeita de que o bando de Joseney César da Silva, um mineiro com envolvimento em tráfico de drogas e roubo de veículos, teria outro apartamento alugado no bairro de Ponta Verde. O delegado Dalmo Lima declarou que a informação está sendo checada e que policiais de sua equipe confirmaram a existência do imóvel, alugado por temporada. Somente homens utilizariam o local, que estaria prestes a ser ?estourado? pela polícia. Joseney, Ronaldo Souza e um adolescente de 17 anos, acusados de envolvimento no atentado à bala da última sexta-feira, na boate Arena, em Jaraguá, estavam escondidos no apartamento 301 do edifício Eric Berne, na Ponta Verde. O reduto dos bandidos foi localizado pela polícia 24 horas após o tiroteio na Arena, que provocou a morte do estudante Pedro Oliveira Simões Melo, 19, e feriu outras cinco pessoas, inclusive o gerente do estabelecimento José Hércules de Araújo Melo, ainda hospitalizado. O delegado revelou que as investigações da Polícia Civil chegaram à terceira casa usada pelo bando, que tem em sua maioria pessoas de Minas Gerais. Numa das casas, localizada no conjunto Graciliano Ramos, no Tabuleiro, foram presas Iraci Soares Pereira, 44, sua filha, Terla Soares Pereira, 26, e um adolescente, de 15 anos, que estava de malas prontas para viajar para Belo Horizonte. Guerra de tráfico Iraci Soares Pereira declarou à polícia que veio para Alagoas com medo de ser assassinada, pois seu marido e um filho foram executados numa ?guerra? entre traficantes de Belo Horizonte. Ela disse que está em Alagoas desde dezembro e nega ter abrigado os três suspeitos do atentado à boate Arena. A informação de que ela mora no local há cerca de dez meses é confirmada pelos vizinhos. Além da casa de Iraci, duas outras casas ? uma no Graciliano Ramos e outra no Loteamento Acauã, também no Tabuleiro ? foram confirmadas pela polícia como pontos de apoio do bando mineiro. No entanto, ninguém foi detido ou preso no local. Iraci, a filha e o adolescente foram ouvidos pelo delegado Dalmo Lopes e colocados em liberdade, por falta de provas. O delegado, porém, admitiu que as mulheres podem voltar a ser convocadas para prestar depoimento à polícia.