Cidades
Caso pitboys: promotor analisa depoimentos
FELIPE FARIAS O promotor do caso pitboys, Marcus Aurélio Gomes Mousinho, recebeu ontem o processo para apresentar suas alegações finais, o que deve acontecer em até cinco dias, a contar da próxima segunda-feira. O representante do Ministério Público não quis adiantar quais serão suas colocações, argumentando que não compareceu à audiência para o depoimento das testemunhas de defesa e acusação, realizado na última terça. Ele teve de participar da audiência referente a outro caso e, por conta disso, o representante do Ministério Público durante os depoimentos do processo dos pitboys foi o promotor Eduardo Tavares Mendes. Nesse mesmo dia, o juiz do caso, José Braga Neto, negou a revogação da prisão dos acusados, pedida pelo advogado de defesa dos pitboys, Givan de Lisboa. A defesa dos agressores do estudante Klébson Almeida alegou que eles cumprem as exigências legais para esse tipo de benefício, sendo primários e tendo residência e empregos fixos. O Ministério Público chegou a concordar com o pedido de libertação dos pitboys. ?Eles até se apresentaram espontaneamente?, alegou Mousinho à época. Entretanto, o juiz Braga Neto, a quem coube a decisão, negou a revogação. Com isso, Charles Alexandre França (Charlão), Leandro Ferro e Paulo Henrique Gouveia permanecerão presos. Alegações O promotor do caso disse que não poderia adiantar qual a sua posição nas alegações finais porque ainda terá de ler todos os depoimentos tomados na terça-feira. Ele denunciou os envolvidos no espancamento por tentativa de homicídio, enquanto a defesa alegava que o enquadramento deveria ser apenas por lesão corporal de natureza leve. Depois que o Ministério Público apresentar suas alegações finais, o processo será remetido à defesa, que terá prazo igual para as suas alegações. Entretanto, o período é comum para todos os advogados; ou seja, cinco dias, para quantos defensores houver ? e não cinco para cada um. A etapa seguinte é a sentença de pronúncia ou de desclassificação, proferida pela Justiça. No último caso, o processo se encerra; no primeiro, os acusados ? agora réus ? vão a júri popular.