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Falta de monitoramento dos rios prejudica popula��o

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Não existe no município de Maceió um trabalho ostensivo de monitoramento das águas dos rios e riachos, assim como é feito nas praias urbanas. A não ser pelo aspecto visível da poluição, a população não tem avisos sobre a balneabilidade desses mananciais. ?As pessoas teriam de ser informadas sobre os riscos. Quer um exemplo de que isso não acontece? Não houve nenhum aviso quando o Riacho Doce passou a receber os efluentes da estação de tratamento do Benedito Bentes?, observa Gustavo Carvalho. No próprio IMA, o boletim de balneabilidade divulgado semanalmente é apenas relativo às praias. A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vem realizando há algum tempo, em parceria com órgãos governamentais como a Secretaria Executiva de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Casal, Ceal, IMA e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), um projeto de Monitoramento e Diagnóstico das Águas dos Principais Rios da Grande Maceió, com o objetivo de identificar as necessidades futuras da área de recursos hídricos e meio ambiente. Entre as considerações destacadas em matéria que fala dessa iniciativa, no site da Ufal, está a de que é muito escasso algum tipo de programa destinado a projetos e ações de conservação dos mananciais, e de que Alagoas está engatinhando nesse contexto. O estudo, coordenado pelo professor Roberaldo Carvalho, do Departamento de Águas e Energia do Centro de Tecnologia da Ufal, constatou, em sua primeira fase, a gravidade da situação dos rios da Grande Maceió e a necessidade de medidas emergenciais para a preservação desses mananciais para o próprio abastecimento de água da cidade. Em sua segunda fase o projeto busca subsídios para implantação de uma rede mínima de monitoramento dos recursos hídricos superficiais da cidade de Maceió e estimular a criação de um programa com o intuito de minimizar a ação poluidora dos mananciais e promover a recuperação dos corpos de água degradados. A pesquisa criará um banco de dados que facilitará o diagnóstico e a adoção de medidas objetivando a recuperação e preservação desses mananciais. Fatores poluentes Um dos fatores que mais pesam na balança da poluição é a proximidade entre o rio e os aglomerados urbanos. Quanto maior essa convivência, maior é a probabilidade de poluição. O lixo que é jogado de forma indiscriminada nos mananciais; a favelização das encostas; a falta de políticas públicas de saneamento; e o baixíssimo nível de consciência ambiental da população em geral são os principais vetores da poluição dos rios e tornam muito mais complexas as medidas de estancagem desse processo. Mesmo com o diagnóstico da gravidade, não há um tratamento eficaz para conter ou reverter o que ainda é possível salvar. De acordo com o diretor- técnico do Instituto do Meio Ambiente, Ricardo César, seria necessário muito mais do que ações de educação ambiental. ?É preciso uma infra-estrutura completa de saneamento; a desocupação e recuperação de áreas que nunca deveriam ter sido ocupadas; e um trabalho intensivo e contínuo de fiscalização para evitar que o processo de favelização nas encostas e no leito dos rios continue avançando?.

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