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Economista diz que agroneg�cio � sa�da

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A conjuntura econômica em âmbito nacional é positiva, segundo o doutor em Economia do Trabalho pela Fundação Getúlio Vargas, Fernando Lira, ?principalmente no agronegócio o quadro é de um fluxo favorável de exportações. Além disso, os preços no mercado internacional também são positivos?, afirma. Como gerador de dinâmica, o setor agrícola é apontado como ideal porque tem a capacidade de irradiar sua ampliação para outros segmentos. Ou seja, os ganhos obtidos no setor são repassados a outros e a demanda por apoio faz aparecer empresas ? e com elas, mais empregos na cadeia produtiva a ele associada. Entretanto, esse quadro aparentemente tão bom ainda tem reflexos sobre a conjuntura alagoana porque aqui ainda são poucas as chamadas empresas âncoras; cuja característica é fazer aparecer outras, menores, que lhes dão suporte em várias áreas. ?É o caso, por exemplo, de se tivéssemos outros subprodu-tos do próprio setor sulcroalco-oleiro?, ilustra o economista. Exemplo disso seria o que acontece com o milho, cujos subprodutos incluem de maté-ria-prima para indústria de tintas aos famosos salgadinhos vendidos em supermercado. Para cada um deles, há uma cadeia produtiva com várias empresas incluídas. Se ocorresse algo parecido com a cana-de-açúcar, as usinas constituiriam apenas um dos setores associados a essa matéria-prima. ?Mas é importante que se dê prioridade a isso, porque esse modelo, o das empresas âncoras, tem de ser escolhido pelo governo para ser incentivado?, explica. Outra meta nesse objetivo é a diversificação da pauta de exportações de Alagoas, ainda praticamente restrita ao setor canavieiro. No primeiro semestre, o Estado exportou mais de R$ 200 milhões; mas os produtos advindos da cana-de-açúcar ainda representam mais de 70% da pauta de exportações do Estado. Pelo menos aqui, há uma projeção que alenta: segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e Comércio, Alagoas foi o campeão em diversificação da pauta no ano passado, saindo de menos de 50 itens, para mais de 70. Uma das vedetes dessa diversificação é o setor das flores tropicais, que está conquistando o mercado exterior. ?Outro caminho é o dos arranjos produtivos locais, que identifica o potencial de setores como esse, piscicultura, apicultura e móveis, por exemplo?, relembra Lira. O governo está trabalhando com 27 segmentos e deve começar a dinamizar dez deles já este ano. ?Se o clima para essa iniciativa continuar favorável, vamos gerar um efeito interno bastante positivo e com uma característica essencial: será um mercado sustentável?, diz o professor. Para ele, essa dinâmica poderia reverter a estrutura atual de remuneração dos trabalhadores de baixa renda, que sobrevivem das políticas de compensação e complemento. ?Um mercado sustentável poderia fazer com que saíssemos dessa realidade de ?bolsa isso?, ?bolsa aquilo?, que não resolve; só compensa. Se você retirar esse benefício e a pessoa não tiver um emprego, ela continua miserável?.

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