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Popula��o de Macei� cobra emprego e renda

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FELIPE FARIAS Em todo o Estado de Alagoas não existem mais do que 175 empresas com número igual ou superior a cem empregados formais, com carteira assinada. A constatação é de uma pesquisa realizada pelo Departamento de Economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), viabilizada pelo Instituto de Ensino Profissionalizante do Estado (Inepro), com o objetivo de servir de base para a definição da política de ensino profissionalizante a ser adotada pelo governo e cujos resultados devem ser anunciados no mês que vem. A pesquisa pode ser um dos retratos da gravidade do quadro de mercado de trabalho local. Para a coordenadora da pesquisa, Alexandra Gouveia, o fato de a maior parte da mão-de-obra em Alagoas ser de origem rural é o maior desafio para as autoridades responsáveis pelo setor. O doutor em Economia e professor do mesmo departamento, Fernando Lira, diz que a conjuntura positiva que se verifica no âmbito estadual, com aumento nas exportações e crescimento dos preços no mercado internacional, ainda não se reflete aqui pelo perfil pouco variado das empresas locais. ?No próprio setor sucroalcooleiro, o mais importante da nossa economia, você tem poucos subprodutos da cana, além do açúcar e do álcool, que possam gerar demanda por outras empresas e, por conseguinte, mais empregos?, avalia. A situação de Maceió é ainda mais delicada porque sua vocação econômica é para um setor que exige qualificação muito alta e bem específica: o turismo. ?Para garantir um bom atendimento ao turista, é preciso alta qualificação. E não se es-tá sequer falando na necessida-de de dominar outros idiomas?, exemplifica a coordenadora da pesquisa, Alexandra Gouveia, que faz mestrado em métodos quantitativos em Economia. A situação já tão adversa, em que as possibilidades de criação de oportunidades parecem tão distantes, acaba se agravando em casos como o do ex-gari José Geraldo dos Santos. Ao ser transferido para um conjunto distante do Centro, ele perdeu o ?bico? mais importante que tinha: a pesca. Hoje, mora na longínqua periferia do Benedito Bentes, mas ainda guarda as redes que mantinha quando residia no Dique Estrada.

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