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Promotor diz que BB n�o teve cautela ao transferir recursos

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Para o promotor Sidrack Nascimento, o Banco do Brasil é sim o alvo das ações do Núcleo da Fazenda Pública e Sonegação do Ministério Público Estadual, porque ?não teve as devidas cautelas? nas operações. O rombo na Sesau foi provocado pela transferência irregular de um total de R$ 3,5 milhões de contas que recebiam recursos do governo federal para a de terceiros, por meio de simples ofícios nos quais as assinaturas do secretário adjunto, Jorge Villas-Boas, e do diretor- administrativo, Antônio Guedes, foram falsificadas. O meio correto para efetuar essas transferências é a ordem de pagamento. Sidrack Nascimento disse ter um prazo de 30 dias para entrar com a ação principal; a cautelar, na qual a Justiça concedeu o bloqueio de R$ 1,9 milhão, teve caráter de emergência, para reparar um dano iminente. ?Entretanto, para entrar com a ação principal, eu terei de recolher o maior número possível de provas?, disse o promotor. Segundo ele, entre as provas estarão partes do relatório da sindicância interna, mesmo que ela não tenha ainda sido concluída. O representante do Ministério Público disse ainda que essas provas deverão estar recolhidas até a semana que vem. Ele acredita que existem outros beneficiários no esquema de desvio de recursos, além do ex-chefe de Contabilidade da Secretaria de Saúde, Eduardo Menezes. À semana passada o promotor criticou o que chama de inércia dos órgãos responsáveis pela apuração da fraude. Sidrack Nascimento vinha trabalhando em silêncio neste caso e disse que o Ministério Público não poderia ficar parado. O desvio de recursos das contas da Secretaria Executivade Saúde foi descoberto em janeiro deste ano, quando uma fiscalização interna comprovou movimentações irregulares nas contas. Ao todo, foram descobertos 85 ofícios fraudulentos. A fraude, no entanto, só veio a público na segunda quinzena de junho, quando foi denunciada, em entrevista coletiva concedida pelo secretário executivo de Saúde, Álvaro Machado.

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